Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Mudanas organizativas

20 de Fevereiro, 2016
O Girabola Zap já mexe. O campeonato arrancou ontem com um jogo em que estiveram envolvidos dois candidatos ao título, e esta tarde há mais jogos para saciar a "fome de bola" dos adeptos.

O negócio que envolveu a Federação Angolana de Futebol e o principal patrocinador da prova, surge na verdade como a grande viragem na forma como até aqui o futebol nacional era gerido. Os dinheiros que vão alimentar os cofres do órgão reitor da modalidade e dos clubes participantes na prova, devem constituir motivo para que dos dois lados, haja melhorias significativas em termos de organização.

A FAF deve assumir as responsabilidades no que concerne ao cumprimento do que está estipulado para a competição, mais concretamente em termos de calendarização, um dos aspectos que ao longo dos tempos sempre foi um grande busílis para o organismo, que vezes sem conta viu-se obrigado a alterar o calendário dos jogos, sem motivos perfeitamente justificáveis.

Em função dos novos compromissos, tal deve ser um dos itens a ser cumprido escrupulosamente, porque o próprio patrocinador vai ter também compromissos que vai cumprir na íntegra.

É certo que o campeonato vai ter paragens, como os períodos reservados para as selecções nacionais ou eventuais datas FIFA, mas em relação às equipas que estão envolvidas nas Afrotaças há que arranjar meio termo, para que a presença em simultâneo nas duas competições seja sempre salvaguardada, porém tendo sempre em atenção o calendário nacional.

Como experiência inédita no país, é certo que muitas dificuldades surjam, mas é preciso que quem está à frente do leme saiba tirar experiência de eventuais erros e nunca persistir neles.

Em termos de gestão, o futebol nacional está em fase de transformação com essa parceria, assim como a atenção que os médicos estão a dar ao futebol nacional, em que os controles anti-doping começam também a estar na ordem do dia.

Contudo, não se infira que o negócio entre a Federação e a estação televisiva por satélite vai resolver todos os problemas financeiros do organismo federativo e dos clubes.

Estes últimos, grande parte deles alegam dificuldades financeiras para o cumprimento de uma época, e devem arranjar alternativas para sobreviver, devem encontrar no marketing desportivo ferramentas que os ajudem a encontrar o caminho certo na procura de receitas para os cofres.

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