Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Mudanas visveis

29 de Novembro, 2015
A Federação Angolana de Ténis (FAT) continua a trabalhar para resgatar o prestígio e a grandeza que a modalidade já teve no panorama desportivo nacional e africano. Apesar das dificuldades, o elenco liderado por Matias Castro e Silva aos poucos tem estado a materializar os pontos constantes do programa de acção, que o levou a estar à frente dos destinos da modalidade.

Há quase três anos na presidência, naquele que é o primeiro mandato, pode dizer-se que o ténis angolano volta a conquistar o espaço, quer internamente como além fronteiras, depois de um longo período votado à letargia, em função do desempenho pouco profissional demonstrado pelas duas últimas direcções que passaram pela Federação.

Ultrapassadas algumas quezílias, o Ministério da Juventude e Desportos nomeou uma comissão de gestão, tempos depois, a tentativa de renovação de mandatos compareceu nas barras do tribunal, a modalidade volta a ganhar expressão com realização regular de campeonatos, o regresso dos tenistas nas competições internacionais além de outras acções que fizeram rapidamente esquecer os tempos cinzentos vividos num passado recente.

Matias Castro e Silva, membro da equipa de trabalho e alguns agentes da modalidade têm dado o melhor, e o reconhecimento de que a realidade hoje é outra, é opinião unânime entre atletas e dirigentes. O período de crise que o ténis atravessou ficou para trás, trabalha-se agora para que não volte a perturbar o normal funcionamento da Federação.

A visita há três meses de um representante da ITF ao país, 13 anos depois de um dirigente do mais alto organismo mundial da modalidade ter estado em trabalho a Angola, é um dado relevante a ter em conta nesta nova fase desde 2012, ano da entrada em funções da actual direcção liderada por Matias Castro e Silva.

Daquele ano para cá, foi possível reorganizar os arquivos da instituição, disputar com regularidade as competições nacionais nas mais variadas categorias, propiciar o regresso dos tenistas angolanos às provas internacionais, mormente aos circuitos africanos e estreitar a relação de trabalho com as Associações provinciais.

As dificuldades são ainda imensas, como ressaltou o número um da Federação há tempos, mas nem por isso o dirigente esmorece na vontade de fazer mais e melhor para que os resultados desportivos continuem a granjear o reconhecimento do trabalho que é feito no país.

Não se pode esquecer nesta empreitada que é levada a cabo, a liquidação da dívida que impedia a presença de Angola nos circuitos internacionais e de participar nos congressos da modalidade, o que contribuiu durante o tempo de letargia para o corte nos apoios que ITF propicia aos seus filiados. Portanto, o caminho faz-se caminhando e é para frente.

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