Jornal dos Desportos

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Opinio

Mudar o quadro

11 de Janeiro, 2017
O quadro actual do Nacional de sub-17 que a província de Benguela acolhe desde ontem, é animador mesmo com a desistência confirmada de três clubes, pelo que a competição vai ser disputada por 12 formações, com Luanda e Benguela a dominar neste aspecto.

A província esmerou-se na criação de condições para a realização com êxito da prova, mas tal empenho contrasta com o desinteresse de algumas agremiações que alegam dificuldades financeiras para estarem presentes no palco da prova.

Benguela é por esta altura o local preferido das várias equipas de futebol para efectuar estágios de preparação com vista à nova temporada futebolística, e na província vão estar equipas como o 1º de Agosto, Petro de Luanda, ASA, Kabuscorp do Palanca, Progresso, Bravos do Maquis, que revela bem o potencial a oferecer em alojamento e campos, pelo que nestes aspectos os eventuais participantes ao Nacional de sub-17 pouco ou nada têm a temer.

O único senão, que preocupa os amantes do desporto-rei, é a forma de disputa da prova, dado que pode ser uma autêntica maratona de jogos para os jovens atletas, sujeitos à grandes desgastes.

Reunir jogadores para disputar em tempo quase recorde um campeonato nacional, como acontece com as provas de jovens organizadas pela FAF(Campeonatos de sub-17 e sub-20) em número limitado de dias, não é aconselhável e foi já criticado pelos homens ligados ao futebol, que exigem do órgão federativo novos moldes de disputa para as duas competições.

Se os jogadores dos escalões etários mais baixos têm grande défice de jogos ao longo de uma temporada, a única forma de ultrapassar é a disputa de uma prova nacional, que não se dispute em 15 dias, ou quase isso.

É pois uma situação embaraçosa para o futebol nacional, certamente deve estar a preocupar o novo elenco do órgão reitor da modalidade no país, cujos responsáveis reiteraram por diversas vezes a necessidade de dedicar atenção cuidada, aos escalões de formação no país.

De resto, os actuais moldes de disputa pouco atractivos, com poucos benefícios para os atletas acabam também por criar poucos incentivos aos clubes, que por si só em muitos casos, alegam dificuldades financeiras para participar nas competições nacionais desses escalões.

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