Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Mulheres irredutveis

23 de Agosto, 2017
Vai de vento em popa a nossa selecção feminina de basquetebol que, no Mali, disputa a XXIII edição do Campeonato africano . É prazeroso quando se obtém a qualificação para a outra fase de forma antecipada e brilhante como o fizeram as comandadas de Jaime Convilhã. Ia-se ainda na terceira jornada da fase de grupos quando Angola escancarou as portas dos quartos-de-final, fazendo os restantes jogos por mero cumprimento de calendário e sentimento de invencibilidade .

Na verdade, isto só mostra a hegemonia do nosso basquetebol, renovando em cada um de nós a esperança de a equipa conseguir o resgate do título que perdeu na edição passada a favor do Senegal.É vidente que a qualificação aos quartos-de-final ainda não diz nada, porque para frente se desenham outros desafios que poderão exigir o redobrar de esforços para contorná-los.

Seja como for, Angola já deu a ver aos seus concorrentes que está no campeonato para fazer valer o seu estatuto; para jogar e lutar pelo título.Aliás, para ela não pode haver outra meta que não seja a conquista do galardão máximo, porque as ambições que alimenta estão longe de ser de um mero aspirante. São sim, de um campeão que se assume de forma garbosa.

Na prova, como se sabe, estão selecções cotadas, com fortes pergaminhos a nível do basquetebol continental, e que também estão com fortes ambições. Daí que seja legítimo prever lá mais para frente uma forte disputa. Mas pelo que deu a ver, pelo menos até aqui, a nossa selecção está apta para fazer face a todo tipo de adversidade que venha encontrar pelo caminho. Sabemos que o Senegal como detentor do título tem como objectivo a revalidação, o que de resto é obrigação de qualquer campeão.

Outras selecções como o Egipto, Nigéria, Senegal e o próprio Mali, como anfitrião, também estão à espreita. Por ai podemos dizer que estão lançados os dados para que tenhamos lá mais para frente um torneio disputado até ao limite.Outro factor que confere à prova do Mali um carácter especial é a qualificação ao próximo Campeonato mundial, a disputar-se o próximo ano em Espanha. Se tivermos em conta que apenas duas selecções se habilitam a representar o continente na fina-flor do basquetebol à escala planetária, facilmente podemos fazer um juízo de valor de como será a disputa para se chegar à final.

A fase que se segue pode vir representar um verdadeiro teste de fogo, porque Angola vai cruzar com outras duas selecções que dão cartas neste torneio, nomeadamente Nigéria e Senegal, dominadores do Grupo B. Mas pelo que a selecção tem mostrado, não só em termos de resultados, como também em termos de exibição, estamos certos que nada poderá travar a sua imparável marcha.

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