Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Na cruzada final

13 de Julho, 2019
Observa-se hoje mais um dia de pausa no Campeonato Africano das Nações de futebol, que decorre no Egipto. É, seguramente, a penúltima da prova. A última será nos dias 15 e 16. Dito por outras palavras, a prova ganha embalo para o seu final, tendo sido marcada por actos e factos que os analistas encarregar-se-ão de narrar, quando forem chamados ao balanço geral que, naturalmente, se impõe.
Encontrado o quadro das meias-finais, podemos aferir que o torneio cumpriu 90 porcento do seu percurso, sendo que 20 das 24 selecções que, a 21 de Junho, marcaram presença na grelha de partida, já dela se recolheram. Umas mais cedo e outras mais para cá, para os dias presentes. As que revelaram maior competitividade, claro.
Agora, nigerianos, argelinos, tunisinos e senegaleses, vão travar entre si uma encarniçada batalha pela taça, prevendo-se jogos electrizantes, ante o desejo de cada uma das equipas tentar chegar ao objectivo definido à partida. De outro modo, não poderá ser, sendo que, em competições do género, quando mais se está próximo do objectivo, maior é a pressão, maior é a responsabilidade.
Efectivamente, fica difícil a qualquer analista prever, a partir de agora, o desfecho do certame, dado à entrega evidenciada pelas quatro selecções, que sempre procuraram explanar um futebol mais apurado em relação aos adversários que tiveram pela frente, para que pudessem chegar até aqui de forma gloriosa. Qualquer uma delas pode e é capaz.
Quis o rumo das coisas que, do ponto de vista da regionalidade, o quadro ficasse equitativamente dividido. Chegam às meias-finais duas selecções magrebinas e outras duas dos países abaixo do Sahara. Travar-se-á, igualmente, uma disputa pela grandeza e pela honra da regionalidade.
Sabe-se que depois de uma era avassaladora do Egipto, cuja última conquista data de Angola’2010, estes perderam o poderio. As últimas quatro edições foram repartidas entre Zâmbia, Nigéria, Costa do Marfim e Camarões. À partida, esta seria a vez do Magreb, caso o Egipto conseguisse resistir até aqui. Tudo apontava para aí.
Por ora, a esperança magrebina está depositada à Argélia e à Tunísia. Mas terão de fazer face a uma Nigéria e a um Senegal, que têm dado muito boa conta do recado no campeonato. Resumindo, espera-se por capítulos interessantes na ponta final do torneio, que, feitas as contas, nos reserva só mais quatro jogos.

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