Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Na recta final

25 de Agosto, 2015
Depois da vitória sobre o Progresso do Sambizanga e tirando proveito do tropeço do Recreativo do Libolo que empatou com o Petro de Luanda na ronda do último fim-de-semana, o Kabuscorp do Palanca viu renascer a esperança de ainda correr para o título. Na verdade, embora as coisas estejam algo complicadas, parece não estar nada perdido, na base do princípio segundo o qual a esperança é a última a morrer.

As equipas têm ainda 21 pontos para disputar na sequência das sete jornadas em falta. Portanto, não sendo o futebol uma ciência exacta, tudo pode acontecer. De resto, não será sonhar alto quando membros da equipa do Palanca vêm a público com discurso triunfalista. Fazem-no com fé e confiança naquilo que permitem as suas capacidades.

Sabe-se que o último troço do campeonato é sempre o mais crítico e complicado, aquele que mais atrai os prosélitos da modalidade, sobretudo nas situações em que do ponto de vista classificativo as equipas estejam mais ou menos aproximadas. Embora não sendo este o caso, mas há vidências de assistirmos a uma ponta final de campeonato de roer as unhas, onde os candidatos terão de pôr à prova os seus argumentos competitivos.

É certo que quem se apresenta em melhores condições de fazer cócegas ao líder da prova, é sem dúvidas o Benfica de Luanda. Mas este tem revelado uma postura bastante discreta, não fazendo quaisquer promessas, mesmo sendo uma equipa regular nos resultados, e a fazer um campeonato a todos os títulos brilhante.

Este silêncio, porém, não poderá ser entendido, de maneira alguma, como desinteresse ao título. Portanto, podemos dizer que por enquanto a luta pelo título está resumida a três, sendo que um está mais folgado, outro no encalço do líder e outro ainda de calculadora à mão com fé nas probabilidades matemáticas. Esta particularidade vai dar de facto um outro quê de interesse ao derradeiro troço do campeonato, perímetro reservado a quem tem garra e pernas para correr à boa velocidade.

Mas tudo isso vai ser determinado pela capacidade gestora do líder. Afinal o Libolo, vistas as coisas numa perspectiva realística, depende de si mesmo e só se deixará ultrapassar caso venha a revelar alguma imaturidade, o que não é crível se atendermos a sua maturidade e capacidade de gerir situações adversas. De uma equipa do seu nível não se esperam erros que se possam revelar fatais.

Por esta e outras razões, podemos dizer que o Kabuscorp, embora com as possibilidades matemáticas de que dispõe, a concretização do seu objectivo só será possível com a permissividade do próprio líder. Fora disso, ainda que saia vencedor nos sete jogos que restam para o fim do campeonato, não irá a lado algum.

Em resumo, temos um Kabuscorp e um Benfica ao ataque e um Recreativo do Libolo na acção defensiva. Serão interessantes de acompanhar as próximas jornadas. Pois há indicadores de que muita coisa terão a dizer. Aliás, agora que o segundo lugar já não dá acesso às competições continentais todas investidas dos candidatos apontam simples e unicamente para o primeiro lugar. A luta vai ser dura. Esperamos apenas que haja justiça nos jogos, e nada de "arranjinhos" de gabinetes.

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