Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Na recta final

22 de Outubro, 2016
No término da jornada 28 do Girabola que hoje inicia, temos uma noção mais próxima do que seja o desfecho do presente campeonato. A indecisão que se observa no que toca à conquista do título, como nas equipas que descem de divisão, começa a ser desfeita. A essa probabilidade, também não se descure a hipótese, das coisas continuarem como estão.

Aliás, é de jornada a jornada que se descortina no horizonte a clarificação das posições das equipas concorrentes. Por exemplo, no topo da tabela classificativa, depois de uma certa correlação de forças entre 1º de Agosto, Libolo e Petro, na jornada passada, o quadro registou uma breve alteração.
A formação campeã nacional depois da derrota consentida diante do Progresso, quase que comprometeu as suas aspirações, ainda que matematicamente esteja no direito de sonhar.

É provável que no final da jornada, o quadro tenha outra clarificação. Seja como for, é de convir que estamos perante uma fase crucial da prova, em que todos os actores procuram assumir mais sentido de responsabilidade, sob pena de não sabotar o trabalho de quem trabalhou com vista a um determinado fim. É uma fase em que se joga a forte e feio nos bastidores, mesmo que o Conselho Central de Árbitros, na pessoa do seu presidente, diga o contrário.

Dá a sensação, de que as equipas perderam a confiança na sua real capacidade competitiva; perderam confiança em tudo que envolve o campeonato, vislumbram fantasmas, onde, inclusive, estes não existem. De resto, só assim se explica que se fale tanto da arbitragem ou do envolvimento dos árbitros nestas derradeiras jornadas, mesmo que estes estejam presentes nos jogos com o único propósito de fazerem o seu trabalho sem qualquer comprometimento.

Descansadas, e fora de toda a agitação, estão as equipas que perderam o comboio para o título, ou para a melhoria das classificações anteriores, que estão classificadas a meio da tabela sem terem nada a ganhar e nada a perder. Estas, não estão muito preocupadas com o que suspeitam as outras equipas. Afinal, os jogos em falta não são senão, mero cumprimento de calendário, não resultam daí, motivos para alaridos.

Vamos, tenhamos fé, que os jogos decorram num quadro de normalidade, sem interferências. É a única forma de fazer, que quem perder a possibilidade de chegar ao título, e de perder a esperança de permanecer na primeira divisão, não encontre culpados, olhe para o próprio umbigo e reconheça que o fracasso resultou pura e simplesmente da própria inexperiência.

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