Jornal dos Desportos

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Opinio

Na rota do Afrobasket

28 de Julho, 2017
Com o futebol como modalidade de eleição no país e, por arrasto, por este mundo fora, com maior número de praticamente e, hoje por hoje, uma indústria lucrativa, com biliões de dólares a serem movimentados anualmente pelos quatro cantos do mundo, o basquetebol no país também tem o seu espaço reservado.

Os títulos africanos conquistados pela modalidade ao longo do tempo, a participação regular da Selecção Nacional em Campeonatos do Mundo bem como em Jogos Olímpicos, deram à bola ao cesto um estatuto especial, daí a forma entusiástica como os adeptos acompanham o desempenho das nossas equipas nacionais.

Dentro de poucos dias Angola volta a ter participações internacionais, primeiro com o da Selecção sénior feminina no Campeonato Africano do Mali e, poucos dias depois, com a presença do “sete” nacional masculino no Afrobasket que tem como palco na fase inicial o Senegal e a Tunísia, países escolhidos pelo órgão reitor da modalidade no continente, dado a indisponibilidade do Congo acolher a competição.

Para Angola, as duas competições não constituem novidade, uma vez que as nossas atletas já subiram ao lugar mais alto do pódio em duas ocasiões em que arrebataram os respectivos títulos continentais, enquanto em masculinos o país é apenas o mais titulado em África.

Contas feitas, vê-se bem que nas duas classes Angola tem responsabilidades acrescidas, dado que aparece como forte candidato à medalha de ouro, o que desde já não se afigura como uma empreitada fácil.

As senhoras estão quase de malas feitas para um estágio no Brasil antes de se engajarem na luta pelo ceptro africano em Bamako, enquanto os masculinos prepararam o Afrobasket com a participação nesta primeira fase num torneio internacional, na China, prova que decorre a partir de amanhã e que se estende até ao dia 5 de Agosto, e que conta ainda com a presença da Lituânia e da Nova Zelândia, além do país anfitrião.

No país asiático, o cinco nacional vai realizar dez a 11 jogos de controlo, seis no torneio internacional e mais quatro ou cinco jogos com equipas locais da primeira liga chinesa, segundo fez saber Manuel Silva “Gi”, momentos antes de seguir viagem para a República Popular da China.

De resto, o estágio das duas selecções reflectem bem o engajamento das instituições nacionais de direito de garantir a melhor preparação possível dos dois conjuntos, mesmo em tempo de crise em que os recursos financeiros são limitados.

Angola tem objectivos bem definidos para o Mali, bem como para a prova que decorrem em simultâneo no Senegal e na Tunísia, e certamente que os jogos de preparação nos estágios vão dar outra rodagem competitiva as selecções que esperam desfilar ao mais alto nível.

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