Jornal dos Desportos

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Opinio

Na rota do CAN

13 de Agosto, 2014
No próximo dia 5 de Setembro, em Libreville, Angola começa a sua caminhada para mais uma edição do Campeonato Africano das Nações em futebol. A competição está a ser encarada com todo o sentido de responsabilidade. A própria Federação Angolana de Futebol conjuga esforços no sentido de facilitar a empreitada.

A permissão que se deu ao seleccionador nacional para que fizesse um trabalho aturado de sondagem e prospecção de valores fora do país, que pudessem trazer valor acrescentado à equipa, é sintomático da forma séria e responsável como esta missão está a ser encarada pelo órgão máximo do futebol nacional e outros parceiros.

Aliás, como vimos no jogo contra a Etiópia, que a selecção já revelou maior atitude e maior capacidade criativa, o que não deixa de infundir confiança a quem espera ver registo de melhorias. É certo que estas não se alcançam de um dia para o outro. Resultam de um trabalho de campo sério e aturado. Mas, no que toca às bases para este pulo, estas já estão montadas.

Pelo desempenho individual de cada um dos convocados de Romeu Filemon, em caso de se apostar num trabalho contínuo, não temos a menor dúvida de que há valores para se formar numa equipa capaz de fazer muito melhor em relação àquilo que nos foi dado a ver em fases finais dos campeonatos de 2012 na Guiné Equatorial e um ano mais tarde na África do Sul.

Mas para tanto é importante que esta responsabilidade não seja atribuída apenas à equipa técnica. A componente administrativa deve estar presente com as suas acções, que são afinal a parte determinante na elevação dos níveis motivacionais daqueles que, na condição de técnicos, atletas e ou de serviços auxiliares desenvolvem o trabalho de campo. O grupo qualificativo em que Angola está inserido é, na leitura de muito boa gente, acessível. Esta pode ser uma forma errada de encarar e perceber as coisas, para além desta visão concorrer para o relaxe de muitos actores directos, capazes de apostar pouco, embalados no conceito errado de que o que vem pelo caminho é apenas capim para varrer. Não devemos pensar desta forma.

Hoje já não são adversários fáceis no mundo do futebol. E os campeonatos a que temos vindo a assistir dão mostras disso mesmo. No CAN da Guiné Equatorial vimos uma Zâmbia a parar tudo e todos, e talvez não constasse à partida na lista de candidatos ao título. Situação igual voltou a acontecer na África do Sul com o Burkina Faso a impor-se com toda a classe, lá para não falarmos do que nos deu a ver recentemente o campeonato do mundo.

Ainda bem que o próprio homem-forte da FAF reconheceu, em declarações que teceu em Cabinda, a necessidade de se valorizar as outras selecções integrantes do grupo de Angola. Devemos fazer nossas as palavras de Pedro Neto. Mas, também devemos convergir num pensamento. Se fizermos bem o trabalho de casa, no fim saímos todos a sorrir.

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