Jornal dos Desportos

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Opinio

Nada impossvel

26 de Março, 2016
O Congo Democrático tal como os Camarões são adversários sempre complicados para os Palancas Negras. Não há aparentemente uma lógica, pois mesmo quando os adversários apresentam dificuldades competitivas, para a Selecção Nacional nunca é fácil ganhar esses adversários. E todas as previsões apontam para as mesmas dificuldades hoje no Estádio dos Mártires, na capital congolesa, Kinshasa.

Em jogo não vão estar só mais três pontos, mas a liderança do Grupo qualificativo para última etapa de acesso ao CAN do próximo ano. Os Palancas Negras seguem na frente com vantagem de um ponto.

Uma vitória hoje deixa a equipa orientada por José Kilamba folgada e com um pé na etapa seguinte, contanto volte a obter um resultado positivo no jogo de resposta. Um empate permite manter a distância mas sem qualquer tranquilidade. Todavia, uma derrota obriga a equipa nacional a ganhar em Luanda para reassumir a liderança.

Se os dois jogos não correrem de feição à equipa nacional, as possibilidades de garantir uma vaga na etapa final de acesso ao CAN podem ser remotas ou nulas.

Competitivamente, o Congo Democrático tem outros recursos, se quisermos ser mais objectivos. O que se observou no CHAN foi apenas uma amostra, pois àquela equipa campeã africana do CHAN juntam-se outros craques que actuam nos campeonatos europeus.

São esses que desequilibram a balança. Em casa e diante do sempre ruidoso público, o Congo Democrático tem as portas da vitória abertas. Os Palancas Negras podem explorar a pressão do Congo e tirar o maior proveito.

É, repetimos, uma viagem complicada para os Palancas Negras, por isso um empate era por si só um bom resultado. Ensina, aliás, essas corridas para o CAN que deve-se ganhar em casa, e "roubar" pontos em casa do adversário. Essa é a receita que os Palancas Negras conhecem de cor e salteado. A par da tradicional dificuldade dos Palancas Negras nos confrontos com os simbas, acresce o facto de José Kilamba não ter tido tempo suficiente para construir uma equipa, enquanto o Florent Ibengue treinador do Congo dá-se nesta altura ao luxo de alterar jogadores, por os conhecer perfeitamente.

Apesar de tudo, futebol é futebol. Nunca se sabe. Por isso, os Palancas Negras têm a obrigação de acreditarem na possibilidade de voltar a Luanda com dois pontos.

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