Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Nada est perdido

12 de Fevereiro, 2017
Ausente há muito da maior competição de clubes da Confederação Africana de Futebol pelo facto de ter demorado muito tempo a regressar à conquista de títulos na competição doméstica, concretamente no Girabola, o campeão angolana tinha e tem plena consciência que esse seu regresso iria acarretar alguns momentos menos bons, como passar por alguns dissabores no jogo da primeira mão, particularmente no concerne à obtenção de um resultado positivo em casa do adversário neste primeiro jogo.

O Kampala City tem dominado o futebol ugandês nos últimos anos, conquistando a liga em 2013, 2014 e 2016. A prestação nas Afrotaças, contudo, tem sido modesta, com a equipa a passar da primeira ronda apenas por uma vez, em 2009, e isso deve motivar a equipa angolana.

Nenhuma derrota é boa, nem mesmo as sofridas por resultados mínimos, como esta que a formação angolana sofreu na capital do Uganda. Mas, o 1-0 com que o 1º de Agosto partirá para o jogo da segunda-mão alimenta fortes esperanças que pode ser perfeitamente revertida, com as devidas cautelas.

É preciso ter em conta que o campeonato ugandês já tem um bom caminho andado, enquanto por cá a competição interna apenas começou a mexer no passado dia 4 com a abertura oficial da nova temporada, que envolveu sempre os vencedores das duas maiores competições do país, Girabola e Taça de Angola, pelo que dá para perceber que em termos de rodagem competitiva o campeão nacional angolana leva uma ligeira desvantagem em relação ao rival.

Uma questão, aliás, que se coloca sempre, aquando da entrada em acção dos nossos representantes nas competições da CAF todos os anos, dado que quase sempre partem com menos jogos nos pés que os seus adversários, na maior parte dos casos com as respectivas competições internas mais adiantadas.

Contudo, há razões para acreditar numa viragem do quadro actual. O factor casa deve ser bem aproveitado pelo conjunto angolano. Garantir a eliminatória diante do seu público deve o lema do campeão angolano para seguir em frente e, desse modo, chegar o mais longe possível na prova que, em última instância, se resume a tentar chegar à fase de grupos.

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