Jornal dos Desportos

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Opinio

No bom caminho

17 de Outubro, 2014
Em boa verdade, e após um período menos bom vivido pelos árbitros angolanos ao nível da CAF, deu a impressão de estarem a ser marginalizados pelo órgão competente da Confederação Africana de Futebol, pelo facto de ficarem excluídos na indicação para os grandes palcos do continente. Mas de um tempo a esta parte os árbitros angolanos começaram a aparecer novamente, o que revela o reconhecimento das suas capacidades.

Sem os Palancas Negras conseguirem a qualificação para o Mundial da África do Sul, Angola esteve presente na prova com a selecção do árbitro assistente Inácio Cândido que desfilou ao lado de árbitros de referência, e cuja presença no primeiro Mundial no continente africano acabou por dar mais visibilidade ao país e à própria arbitragem angolana.

O somatório de pontos continuou, recentemente, quando um árbitro angolano foi escolhido para apitar em terras sul-africanas um jogo amigável entre a selecção local e o todo-poderoso Brasil, com um trabalho que, longe de defraudar, acabou por ter elogios dos dois lados, o que elevou, mais uma vez, o nome de Angola nos corredores africanos e mundiais da arbitragem e não só.

Na próxima semana, concretamente no dia 26 de Outubro, a arbitragem angolana volta a estar em alta, no jogo da primeira-mão da final da Liga dos Campeões Africanos entre o Vita Club da República Democrática do Congo e o Setifienne da Árgélia.

Jerson Emiliano dos Santos, árbitro assistente angolano, integra a equipa de árbitros zambianos seleccionados pela CAF para dirigir o jogo em Kinshasa, o que não deixa de ser motivo de orgulho, dado que é a primeira vez que um homem do apito angolano é chamado para uma final africana.

O jovem assistente da Huíla tem tido uma subida meteórica no contexto africano e é, seguramente, uma das grandes promessas da arbitragem angolana. Aparecer nos grandes palcos dá sempre visibilidade, permite contactos ao mais alto nível, pelo que a presença nesta primeira-mão da final da maior competição de clubes da CAF, é um grande marco na sua carreira como árbitro assistente.

E para que a arbitragem angolana continue a subir além-fronteira, esperava-se que o órgão da arbitragem da Federação Angolana de Futebol crie condições para que outros homens do apito tenham possibilidade, no futuro, de seguir o mesmo caminho, alinhavando condições para a sua superação constante.

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