Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

No bom caminho

10 de Setembro, 2018
Estatísticas não ganham jogos mas a vantagem que os Palancas Negras levam em relação às Zebras do Botswana, nos jogos entre si, ontem reforçada com o triunfo no Estádio 11 de Novembro, sempre acabam por dar alento, como se viu, com a grande empatia entre o público e os jogadores dentro do relvado, que suaram a camisola para continuarem a alimentar o sonho de milhares de angolanos, que é de verem a sua equipa nacional a regressar à maior do futebol africano.
Angolanos e tswaneses partiam em igualdade de circunstância ,antes deste confronto, mercê dos respectivos desaires das suas selecções na abertura das hostilidades do grupo I da corrida ao CAN dos Camarões.
Para qualquer uma delas, uma nova derrota iria colocá-las em situação mais aflitiva. Depois da derrota na ronda inaugural, por 1-3, em Ouagadougou, frente ao Burkina Faso, em Junho de 2017, os Palancas Negras tinham de fazer pela vida, tirar partido do factor casa.
Na condição de visitados, os Palancas Negras tinham a obrigação de não desperdiçar pontos, pois, este deve ser um dos grandes segredos das equipas que eventualmente se venham a qualificar.
Por exemplo, a Mauritânia não concedeu veleidades e despachou no seu reduto o Burkina Faso, selecção à partida conotada como a mais forte no grupo, e que na abertura da corrida, recebeu em venceu o conjunto angolano.
Vê-se, pois, que todos os integrantes do grupo aspiram marcar presença na fase final do CAN, no próximo ano, nos Camarões, e até mesmo a Selecção do Botswana não deve atirar a toalha ao chão, embora seja a que em período mais crítico, com as duas derrotas consentidas nos dois primeiros confrontos em que esteve envolvida.
Angola desanuviou o seu horizonte. Relançou as suas aspirações mas os integrantes do conjunto nacional devem interiorizar que ainda há muito caminho por percorrer. Sem triunfalismos exacerbados, porque a humildade e o respeito pelos adversários deve ser uma das divisas dos Palancas Negras.Mas, tem de acreditar que tem condição de chegar a uma posição mais confortável em termos classificativos, em que com menos três pontos tem na próxima jornada um confronto com o líder.
A vitória de ontem não abriu as portas para uma qualificação iminente. Longe disso. Mas convenhamos que as perspectivas hoje são mais reais, até porque adivinha-se uma segunda volta no grupo bastante envolvente.



Últimas Opinies

  • 14 de Dezembro, 2019

    Dcimo lugar reflecte sentido do dever cumprido

    O décimo-quinto lugar conseguido na 24ª edição do Campeonato do Mundo disputado na cidade japonesa de Kumamoto, melhorando o 19º conquistado há dois anos, na Alemanha, constitui uma safra boa.

    Ler mais »

  • 14 de Dezembro, 2019

    Cartas dos Leitores

    Os nossos atletas estão a corresponder com aquilo que nós almejamos, tentar fazer sempre o nosso melhor, no sentido de disputarmos um campeonato tranquilo para que consigamos, também, na parte final do campeonato, termos essa tranquilidade e a permanência assegurada.

    Ler mais »

  • 14 de Dezembro, 2019

    Quem salva o ASA

    Campeão das edições do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão de 2002, 2003 e de 2004, respectivamente, o Atlético Sport Aviação (ASA), um clube cuja existência remonta desde o longínquo 1 de Abril de 1953, corre o risco de extinguir a sua equipa principal.

    Ler mais »

  • 12 de Dezembro, 2019

    Vale a pena continuar a acreditar nos nossos representantes?

    A caminho da terceira jornada, os dois representantes angolanos na fase de grupos de Liga do  Campeões Africanos, continuam a decepcionar. Na primeira jornada, os militares perderam dois preciosos pontos na recepção aos zambianos do Zesco United, enquanto os petrolíferos foram goleados por três bolas a zero em casa do Mamelodi Sundowns da África do Sul.

    Ler mais »

  • 12 de Dezembro, 2019

    Manter a esperana apesar do mau comeo

    Realizadas as duas primeiras jornadas da Liga dos Campeões Africanos, em que estão envolvidas, em representação de Angola, o Clube Desportivo 1º de Agosto e o Atlético Petróleos de Luanda, reservo-me ao direito de expressar o que penso sobre o desempenho das equipas angolanas, que considero ser deficitário não só em termos dos resultados, mas também da qualidade do futebol apresentado.

    Ler mais »

Ver todas »