Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

No caminho certo

27 de Junho, 2017
A História ensina os homens a saberem conter os ânimos e as emoções. Ensina a nunca embandeirar em arco nem em expressão triunfalista, por vencer uma batalha quando as labaredas da guerra ainda ardem e anunciam outras refregas, que podem ser mais renhidas. Serve o intróito, para a vitória sobre as Ilhas Maurícias, na abertura da Taça Cosafa, a Selecção Nacional deve manter a calma e a serenidade.

O começo de prova foi bom, eleva a motivação do grupo, para os jogos seguintes. Porém, não devem perder de vista, em momento algum, que o torneio promete ainda muita combatividade, face ao que configuram as ambições de outras selecções representadas. De resto, todas estão aí, com o mesmo propósito.

No caso particular de Angola, que é uma equipa à procura de reabilitação depois de sucessivos tropeços, precisa a todo o custo arrancar um excelente desempenho, ainda que por algum motivo não chegue a levantar o troféu, mas consiga convencer pela exibição, tal como o fez no jogo do dia 10, em Ouagadougou, com o Burkina Faso.

Caso chegue à conquista, melhor ainda, seria ouro sobre azul. Pedir a taça, neste torneio regional, não será exigir de mais. Pois, o nosso país colecciona três conquistas, o objectivo consiste em quebrar o jejum que data de 2004, sob as ordens de Oliveira Gonçalves quando ousou subir ao pódio.

Para este fim, a equipa foi para o torneio preparada, pese embora, não beneficiar de uma preparação por aí além, que visasse este objectivo. Aliás, a equipa não vinha de um defeso, tinha feito antes um estágio em terras lusas em véspera do jogo com o Burkina Faso. É certo que a selecção não integra os atletas profissionais, mas a base não deixa de ser a mesma.

Numa altura que os Palancas procuram reconquistar a simpatia do grande público, uma vitória na Cosafa significava o renascer de esperanças, de uma equipa capaz de satisfazer os anseios de todos angolanos, que no dia-a-dia, vivem o futebol com redobrada expectativa, que leva-os a crer num day after futebolístico melhor.

De resto, não é menos verdade, que são as conquistas que valorizam determinada equipa. Por exemplo, no caso de Angola vencer a Taça Cosafa, seria encarada noutra perspectiva, por outras selecções com quem possa cruzar, quer nas eliminatórias aos CHAN’2018 quer nas eliminatórias ao CAN\'2019.

Vamos esperar que a equipa tenha o mesmo desempenho no jogo de hoje contra a Tanzânia, que em caso de vitória lhe poderá conduzirá à liderança do grupo , aproximando-se do seu objectivo. Força Palancas...

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