Jornal dos Desportos

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Opinio

Nossa So Silvestre

25 de Setembro, 2017
Apesar do atletismo ser das modalidades mais representativas do nosso mosaico desportivo não é menos verdade que a sua acção se faz sentir com maior impacto quando se aproxima o fim do ano, ou quando começam os preparativos da tradicional corrida de fim de ano São Silvestre. Tal mediatização não denuncia falta de actividade competitiva, mas resulta sobretudo da grandeza que esta prova pedestre insere.

Sabe-se de resto, que a nível da federação angolana da modalidade e das suas associações são desenvolvidas acções competitivas regulares, mesmo que, no quadro de alguma análise realística, longe ainda do nível do que se fazia nas décadas anteriores.Compreende-se que cada época é uma época e as facilidades tidas ontem, por exemplo, podem não ser as mesmas de hoje. Ainda assim, os homens da modalidade sempre fazem tudo mais alguma coisa para mantê-la vital.

Foi mesmo em face de dificuldades de natureza financeira que o ano passado assistimos a uma São Silvestre pouco expressiva, disputada apenas por corredores nacionais, em face da indisponibilidade de convidar estrangeiros como sempre foi. A prova contou apenas com os nacionais, e como tal pode-se aqui aferir que ficou um pouco aquém da sua marca habitual do ponto de vista competitivo.

A semana que terminou veio a boa nova que deixou a entender que a comissão organizadora da prova conjuga esforços no sentido de devolver à prova na sua edição do presente ano o seu cariz internacional. A São Silvestre de 2017 volta a contar com corredores estrangeiros, estando a serem ponderados todos elementos inerentes à emissão de convites.

Segundo fonte da organização, em caso de haver dificuldades em desapertar o nó financeiro os convites poderão resumir-se aos países da nossa região, sendo que o importante será fazer com que a prova mantenha o seu carácter internacional. Nada mau.É certo que etíopes, quenianos e eritreus, exímios animadores da prova, não fazem parte da nossa região, ainda assim será muito melhor que em 2016. Aliás, esta da preferência pelos países vizinhos não é já um dado adquirido.

Será alternativa caso se esgotem as possibilidades de mandar vir para a corrida os mesmos países de sempre. Por aí podemos dizer que existe ainda alguma possibilidade de a prova voltar à primeira forma.Na edição passada também podemos perceber que a situação havida resultara do facto de o novo elenco directivo ter acabado de ser investido. Logo não teve espaço de manobra para fazer mais e melhor.

Vamos esperar que as coisas aconteçam como estão a ser equacionadas, porque uma prova internacional é uma coisa, e uma doméstica é naturalmente outra. Mesmo em termos de históricos dos seus vencedores, quem tenha ganho uma prova sem concorrência estrangeira logicamente não se lhe pode atribuir o mesmo prestígio de quem tenha chegado primeiro à meta deixando pelo caminho ousadas lebres etíopes, quenianas ou eritreias para não citar outros.

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