Jornal dos Desportos

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Opinio

Nova casa e homenagem

21 de Maio, 2018
No dia em que o país assinalou o 44º aniversário do andebol nacional, que ontem se comemorou, a Federação Angolana de Andebol (FAAND) ganhou nova sede que faz jus ao seu percurso vitorioso, como uma das modalidades que mais elevaram o nome de Angola a nível do desporto, além fronteiras.
Sem recorrer a fundos públicos, facto a ressaltar, por ser uma marca do seu presidente, Pedro Godinho, a Federação desembolsou 32 milhões de kwanzas para reabilitar a antiga sede da FAF, transformá-la na sua nova casa, para dignificar não só os que lá vão trabalhar, mas de um modo geral toda a família do andebol nacional que se sente mais orgulhosa com as condições das novas instalações.
Ao coincidirem o acto, com o Dia Nacional do Andebol (20 de Maio), os gestores da FAAND acertaram em cheio e foram felizes na escolha da data, que contou na cerimónia com a agradável surpresa do mais alto dirigente do andebol no continente, o beninense Mansorou Aremou, presidente da Confederação Africana.
Com um percurso invejável e digno de realce a nível do continente, fruto de várias conquistas, em que se destacam 12 títulos africanos, 14 presenças em Campeonatos do Mundo, seis participações em Jogos Olímpicos e um notável sétimo lugar no Campeonato do Mundo de França 2007, não era sem tempo que a Federação de Andebol, tal como acontece com a de futebol e de basquetebol, tivesse uma casa condigna a representar toda a trajectória.
Ainda bem que o Ministério da Juventude e Desportos encontrou como alternativa, a ex-sede da FAF, que apesar de vandalizada, voltou a ter nova cara e conforto, que confere dignidade e prestígio aos gestores e funcionários da instituição federativa.
Não obstante, as dificuldades financeiras por que passam várias instituições, incluindo as desportivas, a Federação fez o esforço de pôr mãos à obra, com ajuda dos seus parceiros (patrocinadores e pessoas de boa vontade) e reabilitar a infra-estrutura que ficou orçada em 32 milhões de kwanzas.
Para lá do acto, de ganhar novas instalações, há ainda a destacar na cerimónia, o facto de a direcção de Pedro Godinho homenagear a título póstumo, o antigo internacional da modalidade, Paulo Bunze, atribuindo o seu nome ao anfiteatro da Federação.
Trata-se de uma justa homenagem àquele que foi um dos expoentes máximos do andebol masculino, e que honrou a camisola que vestiu enquanto praticante de andebol, tanto em representação das cores nacionais como das do seu clube, o 1º de Agosto.Foi uma iniciativa que merece aplausos, pois, tal traduz-se no reconhecimento público a alguém que através do desporto elevou bem alto o nome país e encheu de orgulho a todos nós angolanos, de Cabinda ao Cunene e do Mar ao Leste, independentemente, das cores clubistas e não só.

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