Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Nova tentativa no Petro

21 de Novembro, 2017
Embora a direcção do Petro de Luanda viesse a terreiro dizer que na época futebolística recém terminada não foi objectivo do clube conquistar o Girabola Zap, principal campeonato de futebol de Angola, ainda assim, é de admitir que alguma coisa deve ser feita, como que a começar uma “nova era”.
Em dois anos consecutivos, os petrolíferos ficaram no \"quase lá\", ou seja, ficaram como vice -campeões, a prolongar um \"jejum\" que já leva oito anos desde a última conquista em 2009, altura em que pela última vez tiveram o privilégio de subir ao pódio.
Apesar, de manter o domínio do ranking nacional, a equipa de futebol do Catetão continua longe de corresponder ao que são os anseios da sua massa associativa, que passam pelo regresso às conquistas. Quer queira, quer não, ser vice-campeão não é a mesma coisa que campeão, sobretudo, quando se perde o título para o principal rival.
De um fosso, de quase seis títulos de diferença em relação aos militares, os petrolíferos viram a fasquia baixar para quatro, e se a tendência se mantiver dentro de quatro/cinco, tudo pode ficar igual ou até a equipa do Rio Seco tomar de assalto a liderança do ranking nacional.
O 1º de Agosto levou quase 10 anos para reverter o quadro. Oxalá, o Petro de Luanda não faça a mesma”travessia no deserto”. Há menos anos, a passar pelo mesmo “jejum”, ou seja, sem vencer o Girabola, os petrolíferos chegaram à época finda no seu oitavo ano de seca, desde 2009 quando às ordens de Bernardino Pedroto conquistaram o 15º troféu.
Nesse lapso de tempo, de 2009 aos dias de hoje, tal como o seu maior opositor, o Petro também trocou algumas vezes de treinadores (Miroslav Maksimovic, Alexandre Grasseli e Beto Bianchi), apesar, de nem por isso as coisas estarem a sair a contento, do ponto de vista da principal conquista.
Na segunda posição da tabela classificativa, em dois anos (2016 e 2017), os petrolíferos ainda assim dão sinais claros de que há trabalho em curso, e que a principal meta no Girabola está muito próxima de acontecer, talvez na próxima temporada. Aliás, no balanço da última época, o presidente de direcção, Tomás Faria, disse que o título do Girabola é um dos objectivos, embora, tenha condicionado isso à questão do orçamento do clube que o principal patrocinador reduziu em consequência da crise económica e financeira que afecta o país desde 2014, como consequência da baixa do preço do petróleo no mercado internacional.
Com a manutenção de Beto Bianchi à frente da equipa técnica, agora, só ao serviço do clube, depois de deixar o comando da Selecção Nacional \"Palancas Negras\", parece que as hipóteses são maiores, mas existem outros factores externos como a competitividade que apresentarem os adversários, o reforço do plantel, só para citar estas.
Portanto, a ver vamos que Petro de Luanda vamos ter no próximo Girabola Zap. Vamos aguardar.

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