Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Novo momento no tnis

21 de Outubro, 2014
O ténis angolano vive um momento bom. Após alguns anos de indecisão e de quezílias com repercussões negativas para os seus praticantes, o eleito de Matias Castro e Silva arregaçou as mangas e partiu para a ingente empreitada de voltar a dar a dignidade merecida à modalidade.Com o país endividado junto dos organismos internacionais e, por conseguinte, com os nossos jogadores impedidos de participarem em campeonatos africanos e circuitos internacionais, além de não beneficiar de ajudas nem de cursos, uma medida acertada foi saldar essas dívidas e limpar o bom nome de Angola além- fronteiras.

Hoje o país já sonha com a presença na Taça Davis, a principal competição mundial entre selecções ao nível do ténis de campo, tal como fez questão de frisar o homem forte da Federação Angolana da modalidade, fruto dos tempos novos que a modalidade vive, tanto ao nível organizativo como na questão desportiva.O ténis saiu do marasmo em que se encontrava para trilhar por novos caminhos, com políticas bem assentes de desenvolvimento, em que o importante é servir a modalidade para a sua maior expansão.

Sete anos após se ter disputado o último campeonato nacional sénior masculino, a Federação conseguiu organizar uma prova nacional que consagrou um novo campeão, facto que por si só atesta o empenho dos que neste momento estão à frente dos destinos do ténis angolano.É certo que ainda há muito por fazer, no que toca em colocar o nosso ténis no seu devido lugar. Mas, os passos que têm sido dados são bastante animadores.

Ausente das lides continentais, um dos passos para a afirmação do ténis angolano em África passa por ombrear com os atletas do topo em África, tarefa que não se afigura fácil, dado o facto dos nossos jogadores tem ficado muito tempo ausentes, e as vitórias às vezes demoram tempo a ser preparadas.

Ainda assim, no imediato, uma boa montra para os tenistas angolanos poderem exibir as suas qualidades são os próximos Jogos Africanos que a capital congolesa, Brazzaville, alberga no próximo ano, uma aposta, também, do novo campeão nacional, Nicolau Monteiro, que promete fazer uma preparação cuidada para chegar aos jogos do próximo ano em grande forma desportiva para representar da melhor forma as cores do país.

A família do ténis deve estar unida, mesmo com a pluralidade de ideias que deve existir, para que os nossos jovens praticantes possam mostrar os seus dotes nos grandes palcos. Os anos de ausência do convívio mundial devem servir de reflexão para os dirigentes e homens do ténis, porque quem perdeu com os atritos do passado foi a modalidade, e o tempo perdido dificilmente vai ser recuperado.

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