Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Novos desafios

20 de Novembro, 2015
Consumado o afastamento ao próximo campeonato do mundo de futebol, os Palancas Negras voltam a juntar-se em Dezembro próximo para começar a delinear os caminhos para o CHAN'2016. Já com as agruras apagadas esperamos por uma selecção reencontrada, que tenha alguma ousadia e atitude na quadra, longe da permissividade evidenciada diante da África do Sul que levou muito boa gente a não dar muito crédito na possibilidade de ir mais além.

Sabemos todos e porque vimos, que apesar de tanto desperdício a equipa conseguiu depois acertar o passo, levantar a cara e lutar com mais personalidade sobretudo no jogo de Durban, o que permitiu dar a volta por cima. Em resumo, podemos admitir que tudo aquilo foi apenas consequência de uma má arrumação das pedras na quadra, culpa que pode recair ao seleccionador nacional.

Agora dela se exige o acerto do passo, sobretudo porque estará numa prova competitiva, onde já chegou a disputar uma final. O sorteio efectuado a semana passada em Kigali já definiu os adversários da primeira fase, sendo quase todos eles de grande referência a nível do futebol continental. Mas, se o grupo apura dois países para os quartos-de-final podemos lutar para um destes lugares, ainda que não seja uma empreitada que se preveja fácil.

Haverá toda a necessidade de se tirar proveito da fase preparatória para arrumar uma equipa a altura dos objectivos. Angola precisa sair da esterilidade futebolística e começar a mostrar um rosto limpo e a sua real identidade competitiva, para que os adversários sintam nela a raça e a garra de um verdadeiro adversário, com estofo suficiente para ombrear com outros adversários.

É preciso que os adversários encarem os jogos com Angola em estado de desequilíbrio psicológico, e isto só acontece quando estes reconhecem nela valor superior. É à conquista deste factor que é preciso partir com todas as forças com toda determinação. Exibições frouxas podem tranquilizar os adversários e estes encararem os jogos com toda a normalidade com que se encara um adversário que é só mais um adversário.

Aliás, se deixamos pelo caminho uma África do Sul precisamos justificar a nossa capacidade competitiva, o que passa necessariamente por uma prestação melhor conseguida. Não é que Angola esteja obrigada a chegar à final ou à conquista do título. Isto até pode acontecer. Mas o que se lhe exige é uma prestação que não volte a macular a imagem do país, como foi da última presença no CAN(África do Sul'2013), em que Cabo Verde nos passou o visto de volta a casa na primeira fase.

A nossa selecção não tem estado bem. Mas é preciso reconhecer e acreditar que a má fase pode ser superada com determinação e capacidade de luta. A prestação no CHAN pode deixar algumas indicações sobre as possibilidades de qualificação ou não para CAN'2017.

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