Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Novos desafios

01 de Janeiro, 2017
O ano que hoje começa a galgar espaços surge com novos desafios para o país, em que a realização das eleições gerais vão mobilizar todas as sensibilidades na escolha das figuras que através do voto popular vão ser escolhidos para dirigir a nação.

No capítulo desportivo, e depois de encerradas as eleições na grande maioria das associações desportivas no quadro do novo ciclo olímpico, a ideia geral é arregaçar as mangas e partir para a conquista dos objectivos definidos.

Neste processo de eleições nas federações, um aspecto que saltou à vista foi a indicação de duas senhoras pela primeira vez para o cadeirão máximo de dois organismos, no ténis de mesa e no ciclismo, um facto que não deixa de ser marcante.

Muitas das acções programadas pelas federações nacionais acabaram por não se concretizar devido a crise económica que assola o país. A falta de recursos financeiros é, de facto, um grande empecilho para o salto que se pretende para o desporto nacional. Contudo, ainda assim, no capítulo desportivo, muitas foram as conquistas registadas, como os títulos africanos de vele em optimist que o país conquistou no campeonato disputado em Luanda, bem como o 12º título da Selecção Nacional feminina de andebol que em casa, no pavilhão do Kilamba, deu cartas e mostrou, de facto, que continua a deter a hegemonia continental.

De acordo com a previsão dos especialistas, o ano de 2017 voltará a ser difícil , pelo que será necessário nova contenção de gastos, o que pressupõe que a implementação de projectos vai merecer uma escolha criteriosa de quem de direito.

Para já, no aspecto competitivo, Angola estará em duas frentes, a primeiro no Madagáscar, na fase final do CAN de 2017, em que recupera um lugar, após uma ausência prolongada entre as melhores selecções do continente, bem como no Africano Sénior masculino de basquetebol, em que o objectivo principal é a reconquista do título perdido para a Nigéria.

Mas, o andebol masculino será a primeira selecção a entrar em acção já neste mês de Janeiro, no Campeonato do Mundo, uma prova em que o "sete" nacional vai com ambições modestas, mesmo tendo o direito de sonhar no confronto com os grandes papões mundiais.

De resto, e porque é necessário continuar a acreditar, esperamos que todos os nossos embaixadores nas competições além-fronteira consigam as melhores posições possíveis para que o investimento que neles se fizer, mesmo em tempo de crise, não seja em vão.

Boas entradas para os nossos desportistas e não só.

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