Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Novos desafios

04 de Janeiro, 2018
Ainda na gestão da ressaca resultante da folia, em que as famílias angolanas se entregaram na quadra natalícia, despertamos para uma nova etapa de desafios, que compreende outros 365 dias, que tanto podem ser marcados por acções positivas ou por fracassos. Aliás, o desporto está fadado a isso, é mesmo um mundo onde a condição é perder ou ganhar.
Espera-se à partida, que o que não foi conclusivo em 2017, seja no ano que agora começa, quer falemos de clubes, de Federações ou mesmo do ministério de tutela. Afinal, mesmo que se batam palmas devido aos resultados conseguidos, escapa sempre a sensação do que gostávamos que se fizesse, mas que ficou a meio ou na pior das hipóteses, ainda no papel.
No plano competitivo, por exemplo, o ano não foi bom na sua generalidade. Embora se registassem revezes nas principais disciplinas. No basquetebol, onde a esperança era o resgate do título, depois do deslize de 2015, em Abidjan, a emenda saiu pior do que o soneto. Nem à final a selecção chegou, deixou nas entrelinhas a percepção de que o seu longo reinado estava no fim, ou altamente ameaçado.
Claro, que está a ser feito um trabalho de renovação na equipa, com a injecção de sangue novo, o resultado ainda não é o que todos esperamos. Depois da vitória da selecção de Sub-17, no campeonato passado, era suposto que com a repescagem para a equipa A de algumas das suas unidades, pudéssemos fazer mais e melhor. Porém, não foi o que aconteceu.
Assim, é preciso arregaçar as mangas da camisa, desenvolver um intenso trabalho em busca de melhorias, para ver se em 2019 o país pode apresentar-se nesse domínio com uma figura melhor. A crer naquilo que representa a folha de serviço do novo seleccionador nacional, acalentemos a esperança de que dentro de ano e meio nos apresentemos com a equipas mais ousada e competitiva.
Fracassos colhemos também, nos campeonatos mundiais de andebol e de hóquei em patins, em que nem numa nem noutra modalidade, fossemos capazes de melhor as classificações obtidas nas anteriores edições. Tratam-se de situações que não devem ser vistas de ânimo leve, mas com a seriedade de quem tem a responsabilidade administrativa sobre estas modalidades.
Positivamente, em 2017, deram-se passos firmes no processo de reabilitação do desporto escolar ou do desporto na escola. Na verdade, o fim da prática desportiva nas escolas, está a levantar celeuma face à reconhecida serventia. Parece haver passo certo, entre os Ministérios da Juventude e Desportos e da Educação, nesse sentido. No presente ano, talvez, possamos ter novidades.

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