Jornal dos Desportos

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Opinio

Novos desafios

03 de Janeiro, 2019
Dissemo-lo, na sequência da abordagem que fizemos, na última edição de 2018 no tocante ao plano desportivo, relativamente aos seus altos e baixos. Apesar das dificuldades impostas pela própria conjuntura, ainda assim, houve resultados positivos em certas disciplinas, como foram as qualificações de algumas selecções para as competições marcadas para o presente ano.
O ano que começa reserva-nos desafios, que devem ser vencidos com mais ou menos dificuldades. Aliás, se o exercício do ano findo obrigou a deixar alguns projectos para trás, é lógico que estes devem constar do pacote dos que devem ser resolvidos, obrigatoriamente, mesmo que as limitações financeiras se posicionem de permeio.
É certo, que a nível de clubes, Associações e Federações, o exercício administrativo não é fácil, porque as limitações financeiras avultam. Ainda assim, é notório o esforço imprimido pelos seus gestores em busca de soluções pontuais para as principais necessidades, mesmo que tenham às vezes, de partir para a definição de prioridades.
E, é precisamente aqui, em que as acções tidas como de menor importância saem prejudicadas. Pois, definição de prioridade pressupõe dar primazia ao que se assume mais importante e deixar para posição secundária outras, que muitas vezes também têm utilidade, como as acções de formação, por exemplo.
Competitivamente, Angola tem para o presente ano a ingente missão de disputar os campeonatos do mundo de basquetebol sénior masculino e de andebol sénior feminino. Quer para uma, como para a outra prova, o objectivo assenta na melhoria de classificações anteriores. Isto, implica um acompanhamento e uma preparação cuidada das selecções.
De igual modo, espera-se que a Selecção Nacional de futebol consiga a qualificação para o Campeonato Africano das Nações, objectivo que depende, unicamente, de uma vitória na última jornada do torneio agendada para Março, com o Botswana, em Gaberone. Angola não participa na maior cimeira do futebol africano desde 2013, na África do Sul.
A nível de competições internas, espera-se, logicamente, por uma nova lufada de ar, ou de uma maior vitalidade. Pois, notou-se uma certa quebra de competitividade no Girabola e no Unitel -Basket, sobretudo. O declínio talvez se explique, pelo potencial financeiro de algumas equipas, que se sobrepõe às limitações de outras.
No futebol, o Recreativo do Libolo e Kabuscorp do Palanca, em determinada fase, \"sequestraram\" o poder competitivo, todavia, perderam o fulgor de outros tempos, devolveram terreno aos tradicionais 1º de Agosto e Petro de Luanda. Ainda assim, com os militares a darem uma \"cabazada\" ao seu rival do \"Eixo -Viário.\"
Na bola ao cesto nada é diferente. Um dos campeões, já com outra insígnia, Sport Libolo e Benfica (antes Recreativo do Libolo), foi extinto por dificuldades financeiras, deixou o poder competitivo resumido à duas equipas, nomeadamente, 1º de Agosto e Petro de Luanda. Vamos esperar e ver se o quadro melhora em 2019.

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