Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Novos tempos

05 de Janeiro, 2019
Já lá vai o tempo, em que o limiar de um novo ano representava, sempre, algumas dores de cabeça às nossas equipas, engajadas nas competições de clubes da Confederação Africana de Futebol.
Tudo isso, porque com um defeso internamente prolongado, depois da paragem do Girabola, as equipas nacionais ressentiam-se sempre de falta de jogos nas pernas, não obstante, os estágios que efectuavam fora do país, que em muitos casos revelavam-se pouco satisfatórios, às exigências da competição africana.
Daí, que amiúde, a eliminação precoce das Afrotaças era um cenário quase habitual. Aos olhos do continente, o futebol angolano, em termos de clubes, perdia credibilidade, com Angola a ver reduzido o número de equipas, tanto na Liga dos Campeões como na Taça da Confederação. A FAF tinha as suas regras, sabia como repartir o número de vagas para cada país.
Hoje, a história é diferente. Ao impor um calendário, quase harmonizado, em todos os países nela filiados, a CAF deu um passo em frente no desenvolvimento do futebol no continente.
Com a época desportiva a começar mais cedo no país, os nossos representantes nas competições africanas entram para as provas com mais rodagem competitiva, e isso, já começou a verificar-se.
O 1º de Agosto depois de uma época quase de sonhos, na Liga dos Campeões, baqueou logo à primeira, mas o Petro de Luanda tem possibilidades de chegar à fase de grupos da Taça da Confederação, basta que deixe para trás, o Stade Malien, um conjunto com presença regular nas Afrotaças.
Para a equipa angolana, o argumento de falta de rodagem competitiva não pode ser evocada nesta altura. A competição interna, permitiu ao conjunto, ganhar rodagem e agora só depende da sua competição, para dar ao país a alegria de continuar a ter um representante nas Afrotaças.
O quadro competitivo actual, do futebol nacional, é bem diferente do que se observou num passado recente. A Selecção Nacional continua na corrida para o apuramento, à fase da Taça das Nações, depois de uma participação aceitável no último CHAN, que Marrocos albergou, ao nível de clubes. O 1º de Agosto teve um pé na final das Liga dos Campeões, e isso, configura um cenário que deve ser melhorado.
Uma boa figura na competição continental de clubes, é o que se deseja do Petro de Luanda.
Dia 11 começa a jogar a cartada decisiva, esperemos que seja com o apoio de todos, a igual do que aconteceu com o 1º de Agosto, quando como único representante angolano nas Afrotaças, recebeu o incentivo merecido de todos.

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