Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Novos ventos para a ginstica

26 de Abril, 2015
A criação dos Centros de Alto Rendimento que a Federação Angolana de Ginástica decidiu criar em parceria com o Ministério da Juventude e Desportos, entre outros organismos, é um passo seguro para o desenvolvimento da modalidade no país, cujos resultados de alguns atletas em provas internacionais se afiguraram de facto promissores.

A aposta nos desportos individuais para a conquista de medalhas em competições internacionais como Jogos Africanos e Jogos Olímpicos já foi por diversas vezes manifestada pelo órgão de tutela do desporto nacional, e o facto da ginasta angolana Ana Panzo, de 17 anos de idade, ter conquistado uma medalha de ouro na Taça do Mundo, disputada em Lisboa, numa prova que contou com a participação de 17 países na especialidade de ginástica rítmica individual e por aparelhos, em 2013, é prova inequívoca de que se houver investimento e trabalho planificado os nossos talentos podem vir ao de cimo, em modalidades com cunho olímpico, entre as quais a ginástica está inserida.

Os novos centros que vão beneficiar os iniciados, na Huíla, a classe intermédia, no Huambo e os seniores, em Benguela, têm capacidade de acomodar 20 atletas e estão equipados com ginásios, dormitórios, salas de refeições e outras condições. O abastecimento logístico dos centros será garantido pelas Forças Armadas Angolanas.

Os governos provinciais asseguram o transporte, assistência técnica e serviços hospitalares. O facto de se tratar de centros para acolhimento de crianças, deve merecer o apoio e acompanhamento de instituições vocacionadas para o trabalho com crianças, até porque trata-se de jovens atletas que ficarão algum tempo privados do convívio familiar, com uma outra vivência no seu dia-a-dia. Com o seu funcionamento, é evidente que o país poderá reduzir gastos na preparação das selecções de ginástica, embora não se ponha de parte a realização de eventuais estágios em países com níveis de desenvolvimento mais avançados que o nosso.

O importante é que com todas as condições asseguradas e os apoios garantidos em termos de logística, acompanhamento médico e escolar, o potencial dos jovens ginastas possa ser aproveitado com uma preparação adequada, cujos frutos serão visíveis nas competições internacionais nas quais irão participar. De resto, a criação destes Centros de Alto Rendimento estão enquadrados dentro do Plano Nacional do Desenvolvimento do Desporto do Governo, uma aposta para a melhoria da prática desportiva dos jovens e desportistas com aptidões especiais, e que merecem, por isso mesmo, um treinamento específico para a melhoria das suas perfomances.

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