Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O adeus lenda

27 de Fevereiro, 2020
Quando por cá vivia-se a folia do Carnaval, evento que ficou catalogado, faz anos, como a maior manifestação cultural do nosso povo, na grande América, mais concretamente em Los Angeles, milhares de amantes de basquetebol, um dos desportos de maior fascínio por aquelas paragens, davam o último adeus a Kobe Bryant, um dos maiores génios da NBA.
Na verdade, conta-se em milhares o número de pessoas, entre adeptos e estrelas da NBA presentes, dia 24, no Staples Centre para prestar o último tributo a Kobe Bryant e à filha Gianna, que perderam a vida num acidente de aviação no passado dia 26 de Janeiro. Tratou-se de um ambiente carregado de grande comoção, que submeteu os presentes a um profundo sofrimento.
As pessoas revelaram-se sensíveis à história da lenda, projectada em vídeo nas telas gigantes do recinto. A entrada em cena, logo a seguir à exibição do vídeo, Beyoncé serviu, essencialmente, para amainar os ânimos dos presentes, todos sentidos com a partida de quem um dia foi para eles uma verdadeira fonte de emoção e alegria.
Kobe Bryant, que morreu aos 41 anos, é considerado um dos maiores jogadores de sempre da NBA, onde chegou aos 17 anos. Black Mamba, que traduzido em português significa de “cobra mamba negra”, perfila a lista dos sete basquetebolistas que ultrapassaram a marca de três mil pontos ao longo da carreira.
Muitos consideraram a cerimónia do Staples Centre um momento emocionante que levou às lágrimas, tendo o pior ocorrido quando a esposa e mãe Vanessa Bryant, perante à numerosa enchente, levantou-se para fazer o uso da palavra, em que enaltece as qualidades e virtudes do marido e da filha. Para muitos não foi fácil ouvir a declaração feita.
Kobe Bryant foi, indubitavelmente, um basquetebolista de outro nível. Era vê-lo em acção para se cair na pobreza de adjectivos, para qualificar a sua capacidade explosiva em campo. De resto, não é sem razão que chegou a ser escolhido em 18 ocasiões para o “All Star”; onde se estreou com 19 anos, sendo o mais novo a lograr tal proeza.
Preenche a sua folha de serviço, a fidelidade ao Los Angeles Lakers, equipa que representou durante 20 anos, não obstante a cobiça ou a chuva de convites, já que muitos gostariam tê-lo, quanto mais não fosse para potenciar os respectivos emblemas, à luz dos objectivos competitivos. Enfim, 2020 não começou bem para o basquetebol mundial. Adeus Kobe, obrigado pela alegria que nos deu.

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