Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O andebol que nos anima

30 de Setembro, 2016
A convocação da Selecção Nacional sénior feminina para o Campeonato Africano que Luanda alberga entre 28 de Novembro e 7 de Dezembro na próxima segunda-feira, constituiu uma boa novidade para os amantes da modalidade, após o brilharete do "sete" nacional, ao que se seguiu à polémica dos prémios logo de seguida, a confirmar que não "há bela sem senão".

A participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro correspondeu ao cumprimento de um ciclo, e com a participação na próxima montra africana o conjunto nacional estará a cumprir um novo ciclo, em que é legítimo que novas jogadoras queiram estar presentes.

O despique na competição, com o 1º de Agosto a dar cartas, mas sempre com o Petro de Luanda a mostrar nos confrontos entre os dois conjuntos que está vivo, e o caso mais recente foi a sua vitória na final da Taça de Angola, pode, em certa medida, baralhar as contas do seleccionador nacional por altura da divulgação das atletas convocadas que, é um dado adquirido, vão trabalhar em dois grupos, o primeiro com atletas que não fazem parte da equipa militar, e o segundo com jogadoras das campeãs nacionais e continentais que por altura do arranque da preparação, estarão a defender o título da Taça de África dos Clubes Campeões.

As tarefas de casa devem ser bem feitas para que os êxitos preconizados aconteçam. Ao assumir a organização deste Campeonato Africano, Angola sabe que terá responsabilidades acrescidas, dado até o seu peso como país organizador, cuja meta principal é organizar para ganhar.

Para já, em termos de organização a prova não será um "bicho de sete cabeça" para o país, porquanto Angola é dos países que tem organizado provas de raiz continental e mundial com um grau de qualidade bastante aceitável, e que têm sido referências positivas a nível internacional.
É certo que a organização da prova acontece num momento conturbado para o país, devido à situação económica pouco favorável, mas o elenco da Federação Angolana da modalidade já deu os passos necessários para mesmo em clima de contenção, realizar uma prova que satisfaça todos participantes, salvaguarde o bom nome do país.

A divulgação da convocatória das jogadoras que vão integrar o grupo de trabalho para este Africano é mais um passo dado na direcção certa, e que em certa medida desanuvia o clima vivido pós-Jogos Olímpicos, pois indicia que em termos de cumprimento de pagamentos de prémios algo está no caminho certo.

A Selecção deve começar a trabalhar sem desconfianças e incertezas pelo meio, pois só assim se poderá verificar, de facto, a entrega de todos aos trabalho, treinadores e atletas, para mais uma Missão de Estado, entre Novembro e Dezembro deste ano.

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