Jornal dos Desportos

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Opinio

O ano do futebol

22 de Fevereiro, 2015
A afirmação foi feita no final de uma visita feita pelo Ministro da Juventude e Desportos à nova sede da Federação Angolana de Futebol, sita na urbanização Nova Vida, com o objectivo de abordar questões ligadas à modalidade rainha no país.

O grande objectivo, desta primeira cimeira sobre o futebol nacional, é encontrar as melhores soluções para reestruturar o desenvolvimento da modalidade no país, pelo facto dela estar a atravessar um período negativo, do ponto de vista de resultados a nível das selecções nacionais e não só.

Durante a visita à nova sede da FAF, Gonçalves Muandumba aproveitou a oportunidade para oferecer ao presidente da FAF um exemplar do plano estratégico elaborado pelo seu organismo, que possui directrizes para o referido encontro, que está já a mexer com os amantes do futebol.

O contributo de todos deve ser bem vindo, já que vai possibilitar uma abordagem mais ampla. Aliás, durante a visita à sede da FAF, o Ministro adiantou que a direcção da FAF pode apresentar sugestões que contribuam para a realização com êxito da referida conferência nacional, em princípio aberta aos agentes do futebol, mas extensivo aos demais elementos ligados aos desportos, entre outros, a jornalistas que escrevem sobre a modalidade.

Em função disso, Muandumba revelou que a nível do Ministério que dirige, 2015 é o “ano do futebol em Angola” e acrescentou que todos os esforços podem vir a ser benéficos para melhorar a modalidade em todas as estruturas.

Não há dúvidas, que a actual realidade do nosso futebol não é das melhores. O seu fracasso ficou mais agonizado depois que os Palancas Negras não conseguiram visar o passaporte para a fase final do CAN/2015, recentemente realizado na Guiné Equatorial, apesar de enquadrada num grupo relativamente acessível.

O fracasso que se estende às selecções mais jovens, que também ficaram pelo caminho nas provas continentais sob a égide da Confederação Africana de Futebol (CAF) e também de clubes, que de ano para ano, ficam irremediavelmente nas primeiras eliminatórias das competições africanas.

Face a isso, Gonçalves Muandumba adiantou que vai fazer-se uma abordagem nacional sobre o futebol, como fenómeno social, enquanto elemento de integração social, que gere emprego e mexe com as emoções.Há toda a necessidade de se virar a página negra do nosso futebol. Todos os agentes ligados à modalidade, sem excepção, devem estar imbuídos em contribuir com sugestões válidas. A adopção de um Plano de Desenvolvimento do Futebol no país é urgente. Venha a Conferência.

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