Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O caminho este

29 de Novembro, 2017
Disputada a primeira fase do torneio de acesso ao Campeonato do Mundo de Basquetebol, com três vitórias para o cinco nacional, as atenções dos adeptos da modalidade resumem-se nas exibições e nos resultados. É no entanto, a primeira questão que mais consome energias dos adeptos, habituados as grandes exibições da equipa nacional, sempre com os bons resultados.
Nos últimos anos por conta da troca constante de treinadores e menosprezo ao trabalho de formação, a nossa selecção nacional deixou de ser a toda poderosa que batia todos os adversários sem apelo nem agravo. Defrontar hoje a Tunísia, por exemplo, tornou-se complicadíssimo. Não se sabe se por conta da evolução dos outros ou por nossa inteira culpa, dado que já não se faz um trabalho aturado, e experimentamos treinadores de qualquer nacionalidade.
Porém, o novo seleccionador nacional acedeu uma luz, na entrevista que concedeu à Rádio Cinco, na qual exprime o projecto que tem com o cinco nacional. Disse, entre outras coisas, que quer fazer um trabalho estruturante, pelo que os resultados nesta fase não lhe interessam muito.
Mesmo perdendo os dois primeiros jogos, com Marrocos e o Egipto, o treinador nacional disse que iria manter a aposta nos atletas jovens. É precisamente por esse ponto que ele devia merecer todo nosso apoio, e por arrasto a Federação Angolana de Basquetebol. Faz tempo que não temos seleccionadores concentrados em trabalho estruturado, devolvendo a hegemonia que o nosso basquetebol conquistou no continente. Nem dúvida que sejamos um País do basquetebol. Apesar de tudo, temos hoje matéria prima para manter no topo a nossa bandeira.
O resto, será trabalha esta matéria prima, algo que exige alguma organização e mais do que isso entrega e dedicação daqueles que se acharem à frente deste compromisso. pois, não devemos perder de vista que os patamares alcançados num passado não muito distante, se deveram a um trabalho sério de sondagem e prospecção de talentos que teve como obreiros professores como Vitorino Cunha e Valdemiro Romero, sobretudo estes dois.
A geração de Yannick, Silvio, Lukeny, Jungo, Gerson, Valdelício e outros pode, se for bem trabalhada, levar o País de volta ao primeiro lugar do basquetebol africano, e experimentar resultados melhores nos mundiais e Jogos Olímpicos. Precisamos pois de dar uma mão à FAB e ao seleccionador nacional. O caminho que o basquetebol precisa é definitivamente este.

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