Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O choro j comeou

20 de Outubro, 2013
Já dissemos aqui que, além dos aspectos meramente competitivos, a componente financeira é, na maior parte das vezes, o verdadeiro calcanhar de Aquiles das equipas promovidas. O importante é saber gerir esta expectativa depois de consumado o acto.

Concretizada a subida à elite do nosso futebol, uma pergunta se coloca às equipas. Qual vai ser o futuro delas no Girabola 2014? Vão ter força suficiente para se manter na prova? Esta é a grande questão. Tudo porque a prática nos tem mostrado o quão difícil é as equipas que sobem sobreviverem.

O primeiro grito já aconteceu. Veio de Cabinda, mais precisamente do Sporting, que em 2014 regressa ao Girabola. De acordo com o seu vice-presidente para o futebol, Jorge Costa, a equipa não tem dinheiro para suportar os gastos de uma prova desgastante como o Girabola.

“Com esta vitória, toda a população da província de Cabinda está de parabéns e tudo vamos fazer para representar condignamente o nome da região na fina-flor do futebol nacional”, disse, aquando da confirmação do regresso ao Girabola, o vice-presidente dos leões cabindenses, Jorge Costa. Contudo, a realidade não é assim tão linear.

De acordo com o dirigente do Sporting de Cabinda, o orçamento para a época que terminou e que garantiu o regresso à fina flor do futebol nacional, esteve orçado num milhão e 700 mil dólares. O clube conseguiu 300 mil de apoios, 100 mil do Governo e 200 mil do seu principal patrocinador. Significa dizer que tiveram de fazer muita poupança para poderem sobreviver.

Se este ano foi assim, imagine-se o que será em 2014, porque a Prova de Apuramento não se assemelha nem de perto nem de longe ao Girabola. A primeira competição teve apenas oito equipas, sendo quatro de Cabinda. Implica dizer que o Sporting fez apenas quatro deslocações. Duas vezes a Luanda e outras duas ao Zaire.

O Girabola é composto por 16 equipas. Logo, a equipa verde e branca de Cabinda vai ter de viajar muito mais. Algumas dessas viagens vão ser duplas, já que tem de escalar Luanda antes de rumar para uma outra província. Os custos vão ser elevadíssimos. Estamos em Outubro. Até Fevereiro ou Março, altura em que, normalmente, começa o Girabola, restam qualquer coisa como quatro/cinco meses.

Pensamos que é tempo suficiente para o Sporting de Cabinda, Benfica do Lubango e o estreante União Spor do Uíge criarem as condições para que tenham uma participação digna.

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