Jornal dos Desportos

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Opinio

O desporto adaptado

21 de Outubro, 2019
Ainda na ressaca da recente conquista do título africano pela Selecção Nacional de Futebol para Amputados, saltou à vista o apelo da titular da pasta da Juventude e Desportos no sentido de se apoiar as pessoas portadoras de deficiência.
Ana Paula de Sacramento Neto enaltece o feito e pede a sensibilidade do empresariado para reintegração social das pessoas, que por uma e outra situação viram-se confrontados com a perda de um dos seus membros, mas ainda assim não deixando de ser úteis no dia-a-dia. Embora reconheça o momento menos bom por que passa a economia mundial e do país, particularmente, a governante sustenta que “um pouco de cada um juntando-se com outros tantos que o Ministério da Juventude e Desportos tem estado a fazer será muito” para apoiar esta franja da sociedade, sobretudo os praticantes de distintas modalidades. Isso é inequívoco.
A ministra Ana Paula do Sacramento Neto, que aludiu o facto na cerimónia de cumprimentos de boas-vindas, há uma semana, na sede do “seu” Ministério, aos integrantes da Selecção Nacional que, em Benguela, conquistou a 5ª edição do Campeonato Africano das Nações de Futebol para Amputados, destacou ainda o facto de que algumas modalidades precisam de ser alavancadas. Para a titular da pasta do Minjud, além da crença e no trabalho a ser desenvolvido para que novas conquistas surjam a nível do futebol para amputados e o desporto adaptado, na generalidade, é essencial que se estabeleçam regras para o processo de renovação nas selecções.
Nessa linha de pensamento e como antiga andebolista, a ministra da Juventude e Desportos faz um veemente apelo aos encarregados de educação, com filhos com deficiência, para se juntarem ao Comité Paralímpico Angolano (CPA), com vista a descoberta de novos talentos. No “Nacional” de futebol adaptado realizado em Benguela, província da zona litoral sul do país, de 4 a 11 do corrente, o combinado angolano teve além do melhor ataque, com 20 golos, a baliza menos batida, com apenas três, perfazendo assim um coeficiente positivo no “goal-average” de 17. A Serra Leoa, por seu turno, teve o pior coeficiente de golos, com apenas três.
Numa prova em que além de Angola, como vencedora, competiram ainda Nigéria, finalista vencida, Tanzânia, a grande revelação, assim como as selecções do Camarões, Serra Leoa e Libéria, que entrou para este campeonato nas vestes de detentora do troféu, saltou à vista a desistência de várias equipas. Entre estas estiveram as selecções do Ghana, Quénia, Marrocos, Moçambique, Rwanda e o do Togo, respectivamente.
É importante salientar que além do título inédito continental, conquistado há dez dias na Cidade das “Acácias Rubras”, Angola é também campeã mundial, feito que alcançou em Novembro do ano transacto em Guadalajara, no México.

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