Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O doping no pas

05 de Março, 2018
Uma vezes, involuntariamente, outras, de livre arbítrio dos atletas, os casos de doping mexem sempre com o desporto, entretanto, é bom constatar que em Angola os casos conhecidos foram de três futebolistas, um nadador, um desportista do atletismo e outro, na pesca desportiva, o que torna reduzido, dado o nosso universo desportivo.
Fora das fronteiras, muitos foram os casos badalados, contudo, a luta contra essa prática por parte das estruturas internacionais começou a ganhar formas, aquando do doping do velocista Ben Jonhson, sucedeu-se depois o caso de Diego Maradona que reconheceu na altura a dependência à cocaína, para tal, fez o devido tratamento em Cuba.
Bem recentemente, um dos casos mais divulgados foi o da tenista russa Maria Sharopava, que foi suspensa por cerca de um ano, e em meados do ano passado regressou às quadras.
De volta à nossa casa, a luta contra a adulteração de resultados por doping, pode ganhar um novo impulso com a criação da agência para o seu devido controlo.
De acordo com a médica Sttela Cristiano, que coordena a Comissão Médica do Comité Olímpico Angola, em entrevista ao Jornal dos Desportos, o quadro actual não é muito promissor, dado que neste momento em Angola faz-se a colheita, as amostras são levadas para um laboratório internacional, pelo que é fácil inferir o quão onerosa se torna a prática, quando para cada teste o valor é de 500 dólares.
É certo, que o país atravessa dificuldades financeiras que obrigam a definir prioridades, contudo, essas dificuldades não vão ser certamente eternas, pelo que a criação de mecanismos no país para o combate mais sério ao doping, deve ser sempre equacionada.
Angola tem convénios com os organismos que lutam para a erradicação do doping no mundo, e deve cumprir com as obrigações e criar legislação de cumprimento obrigatório das Federações Nacionais e das Associações Desportivas.
Um desporto livre de drogas, privilegia sempre a competição limpa e leal entre desportistas, além de criar condições para o bem-estar dos jovens desportistas que não consumam substâncias proibidas e nocivas à própria saúde.
De resto, com um trabalho de sensibilização constante, dirigido primeiro aos próprios atletas antes da competições, pode evitar a proliferação do mal, quando se sabe da despistagem que muitos atletas utilizam para apregoar inocência, quando confrontados com a possibilidade de caírem nas malhas do doping.

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