Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O Estdio da Tundavala

02 de Setembro, 2019
A ministra da Juventude e Desportos trabalhou a semana passada na província da Huila, tendo a visita incidido mais na constatação de infra-estruturas desportivas locais. Entretanto, uma das notas de maior realce, foi, sem dúvida, o manifestado desejo de recuperação, nos próximos tempos, do Estádio da Tundavala, cujo estado de degradação há muito vem inquietando a sociedade desportiva.
Na verdade, a titular do pelouro desportivo acaba por dar um passo firme e decisivo. Pois, já escapava à compreensão colectiva a forma como se vinha fazendo vista grossa e ouvido de mercador, a uma situação ruim aos olhos de todos, mesmo depois de a imprensa se ter dedicado, até à exaustão, à abordagem do triste quadro, em que se acha aquela infra-estrutura.
A população huilana em particular e do país em geral, ficou satisfeita ao saber da boa vontade manifestada pela ministra e pelo governador da Huila, Ana Paula do Sacramento Neto e Luís Nunes, respectivamente. Afinal, se a construção do estádio que é o mais difícil e oneroso foi possível, não é a reabilitação que vai ser impossível ou que levará o país à bancarrota.
E mais: o estado em que se encontra actualmente o Estádio da Tundavala, reflecte uma acentuada negligência das autoridades desportivas do país, insensíveis perante a degradação evolutiva de um bem, que custou avultadas somas de dinheiro aos cofres do Estado. Pois, os estádios quando construídos para um determinado fim, têm, a posterior, outra serventia.
Quando se erguiam os quatro estádios, que em 2010 receberam o Campeonato Africano das Nações, esperava-se que, depois do evento, eles servissem o desenvolvimento da modalidade no país. Mas não é o que está a ser verificado. É evidente que o 11 de Novembro e o M’Ombaka tiveram sorte diferente dos outros dois, nomeadamente o Tundavala e o Chiazi.
Tem razão quem um dia defendeu a necessidade de se fazer um concurso público, para se encontrar empresas que podiam assumir a gestão destas infra-estruturas. A nosso ver seria a melhor solução. Temos quase certeza que se se tivesse partido por esta via, talvez, não estivéssemos confrontados com este quadro dantesco. De certeza que os estádios estariam bem cuidados e transformados em verdadeira fonte de receitas.
Vamos esperar, que a breve trecho o futebol regresse à Tundavala. Até porque acreditamos na capacidade empreendedora do actual governador da Huila, cuja obra está a transformar Lubango numa cidade renovada, alegre e acolhedora, para orgulho dos seus nativos.

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