Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O exemplo do basquetebol

01 de Outubro, 2013
Depois dos masculinos que, na Costa do Marfim, se sagraram campeões africanos, recuperando o título perdido para a Tunísia, dois anos antes em Antananarivo, domingo passado foi a vez da selecção feminina conquistar o ceptro continental, repetindo o que havia feito há dois anos no Mali. Os dois títulos conquistados no espaço de, aproximadamente, trinta dias confirmam a hegemonia que a modalidade detém no continente africano.

Num ambiente bastante hostil, a selecção angolana derrotou a sua congénere de Moçambique, que jogava em casa, por 64-61 e revalidou o título africano de basquetebol sénior feminino. Foram precisos cinco minutos adicionais para se encontrar o campeão africano, demonstrativo de uma final bastante equilibrada, com as duas selecções em condições de conquistar o título.

Durante o tempo extra, as campeãs africanas demonstraram muita maturidade competitiva e conseguiram superar a pressão dos cerca de três mil adeptos adversários, que tudo fizeram tudo para que as anfitriãs desalojassem Angola do título.

“A União faz a Força”, diz o velho ditado. E foi aqui que esteve o trunfo das angolanas, que, apoiadas pela falange vinda propositadamente de Angola, a convite do Movimento Espontâneo, conseguiram deitar por terra os propósitos das moçambicanas, que, no final, curvaram-se perante a maior força competitiva das campeãs africanas, que foram dignas vencedoras e, por via do título, voltarão a estar num Campeonato do Mundo, cuja edição de 2014 terá lugar na Turquia, como dignas representantes de África.

Mas, como se previa, não foi fácil ao “cinco” nacional conquistar o seu segundo título consecutivo. A jogar no reduto do adversário, que organizou a competição com o intuito de a vencer, e com o apoio de uma grande falange de apoio, foi necessário contornar muitos obstáculos.

Depois de um empate a 29 pontos no final dos dois primeiros tempos, no terceiro as angolanas foram demolidoras. Chegaram a marcar 13 pontos contra zero das moçambicanas, mas nos minutos finais do quarto voltaram a cometer os mesmos erros defensivos e permitir que o adversário reduzisse, mas a selecção nacional continuou em vantagem no final do período por 44-40.

A igualdade (54-54) no fim do jogo foi o resultado mais acertado, uma vez que as duas formações tiveram oportunidades de decidir o jogo, mas não o fizeram. No prolongamento, Angola mostrou mais frieza e conquistou o segundo título africano consecutivo, para gáudio dos angolanos.

Com a conquista de mais um título continental e a presença garantida no Mundial de 2014, na Turquia, chegou a hora da FAB melhorar a competição interna, que está centrada em apenas duas equipas (1º de Agosto e Interclube). Quem tirará proveito desta melhoria será a Selecção Nacional, a bicampeã continental.

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