Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O exemplo do CPA

23 de Novembro, 2013
Isso permite à sociedade saber a origem dos recursos e a sua aplicação, dando transparência aos actos executados pelas empresas e instituições, sejam elas desportivas ou não. A prestação de contas é, por assim dizer, um passo fundamental para empresas públicas ou privadas na sociedade moderna. Essa prestação de contas dá-se perante toda a sociedade, que exige cada vez mais transparência nos negócios públicos e nas actividades de carácter não-lucrativo.

Foi com base nestes pressupostos que o Comité Paralímpico Angolano (CPA) apresentou, na passada segunda-feira, em Luanda, o relatório e contas do Quarto Afrobasket em cadeira de rodas ao Ministério da Juventude e Desportos, numa reunião que contou com a presença do ministro da tutela, Gonçalves Muandumba.

Na sede do CPA, o presidente da direcção, Leonel Pinto, apresentou o balanço da organização do evento decorrido entre os dias 24 de Outubro e 2 deste mês, na capital do país. Posteriormente fez a apresentação das verbas obtidas por via do MJD e de patrocinadores.

O exemplo vindo da direcção do Comité Paralímpico Angolano deve ser seguido por outras estruturas desportivas que organizam eventos no nosso país. Dizemos isto porque há organismos que já realizaram eventos desportivos sem nunca terem prestado contas.

O caso mais recente foi o hóquei em patins. Pelo que soubemos, as contas do 41.º Campeonato do Mundo que o país albergou em Setembro passado ainda não foram apresentadas, para insatisfação de muita gente.

Mas o caso mais alarmante diz respeito às contas do CAN 2010. Já se passaram três anos e meio sem prestação de contas. A comissão organizadora há muito foi desmantelada e de contas… nada.

Perante este incumprimento, uma questão se coloca: qual o papel do Ministério da Juventude e Desportos, como órgão tutelar do desporto nacional, e responsável por dar o aval para que as competições internacionais decorram no nosso país?

Mas o MJD não está só, porque existem no país organismos cuja missão é penalizar quem não presta contas. O dinheiro que as instituições recebem do Estado para custear a realização deste ou daquele evento desportivo sai do bolso dos contribuintes angolanos.

E todos nós, por uma questão de transparência, gostamos de saber de que forma esse dinheiro é gasto. E os organismos afins devem desempenhar o seu papel. O de fiscalizador. Infelizmente, isso não tem acontecido.

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