Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O grande desafio

17 de Julho, 2014
Depois de já ter passado no clube tricolor na condição de vice-presidente para o futebol, Tomás Faria pode regressar pela porta grande, já nas vestes de presidente de direcção. O jovem dirigente desportivo que, na sequência do passamento físico do anterior presidente, tem vindo a liderar a Comissão de Gestão, encabeça a lista única às eleições daquela agremiação desportiva.

No acto de apresentação da lista dos futuros corpos gerentes, Faria avançou as linhas-mestras daquilo que vai constituir a sua liderança. Na ocasião, e ante os órgãos de informação, membros e sócios do clube, prometeu trabalhar e com a colaboração de todos catapultar o clube para um pedestal sadio.

O bom do homem prometeu mesmo fazer do Petro de Luanda uma das maiores colectividades desportivas do continente africano. Só ele sabe se do ponto de vista infra-estrutural, organizativo ou competitivo. Mas, como quem assim fala não é gago, vamos aguardar para ver o que vai ser o "day after" do papão do "Rio Seco" às mãos de Tomás Faria.

Claro está que no jogo de eleições os candidatos prometem tudo e mais alguma coisa. Mas nas circunstâncias em que se vão realizar as eleições no Petro de Luanda, isto é, com lista única, não teria ele motivos para prometer coisas meramente no afã de convencer o eleitorado e colher votos a seu favor. Pensamos nós que o fez mesmo com convicção de quem acredita no seu potencial administrativo.
Na verdade, quem viveu a época áurea do Petro é capaz de corroborar que o clube precisa realmente de um sopro de vitalidade.

Competitivamente já não tem a expressividade de outros tempos. Dizemos, inclusive, que o futuro presidente, se calhar, nem precisa de sonhar muito alto. Devolver o clube à posição que já ocupou na praça desportiva africana já é uma grande conquista. O resto vem a reboque.

Queiramos ou não, Petro e 1.º de Agosto, que andam à mingua, porque o monopólio do Girabola há muito passou para outras mãos, sempre foram os "embaixadores" do desporto angolano em África. Nos últimos tempos desapareceram da arena, particularmente a nível do futebol, já que no basquetebol e andebol ainda se vai fazendo alguma coisa de bom.

O futebol, que é o cartão de visitas do clube tricolor, precisa de sair da letargia e partir à reconquista do espaço que já foi seu. E sendo o futuro presidente um homem do futebol, talvez a sua indicação para encabeçar a lista única só tenha vindo a calhar. Os adeptos petrolíferos podem sacudir a pressão e sentir o alívio, na esperança de dias melhores.

Para tanto, vai ele precisar da colaboração de todos, não sendo um super-homem para solucionar tudo sozinho. Por tudo isso, aqueles que integram a lista proposta devem sentir-se comprometidos com o novo projecto do clube. O discurso de tornar o Petro num dos melhores de África, embora tenha soado da voz de Tomás Faria, configura um desafio de todos. Pois só vozes e mãos unidas triunfam.

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