Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O guia dos Palancas

15 de Janeiro, 2017
A sorte para o CAN2019 foi lançada, e os Palancas Negras já sabem que terão como adversários Burkina-Faso, Botswana e a Mauritânia. Sem qualquer intenção de se jogar pressão sobre uma direcção eleita há dias, contudo há situações que não podem levar muito tempo, um dos quais o nome do futuro seleccionador.

É necessário tratar disso com alguma urgência para que se possa dar tempo ao futuro seleccionador. Infelizmente o trabalho de estruturação que se iniciou com Romeu Filemon foi destruído, razão pela qual que for escolhido para orientar os Palancas Negras terá de começar tudo do zero, ou da base se quisermos.

O próximo treinador terá de ter já definido o que a Federação Angolana de Futebol quer já no futuro imediato. Ou seja, vão os Palancas Negras entrar para discutir uma presença no CAN ou será aproveitada essa campanha para se construir um grupo?

São essas questões que deverão ficar à partida definida, de modo que não se coloque pressão desnecessário ao treinador nacional. É importante que se vá ao CAN, porém não se pode ir apenas por ir. Depois de se chegar por duas vezes aos quartos-de-final, não se pode ir jogar o CAN a confiar na sorte.

Tudo se trabalha, e no futebol tempo é importante, é o melhor remédio. Trabalhar atabalhoadamente para ir ao CAN é coisa de quem nunca lá esteve.
As boas prestações trazem receitas, as péssimas nada. Os Palancas Negras ganharam em 2006 patrocinadores de peso porque iam ao CAN e Mundial, mas sobretudo por terem tido a competência de jogar olhos nos olhos com a Argélia e a Nigéria.

Portanto, há uma cadeia de decisões que antecedem a nomeação do futuro seleccionador que terão de se feitas pela Federação Angolana de Futebol.

Por outro lado, é necessário que se encontre um patrocinador que exclusivamente sustente os salários da equipa técnica, e evitar que os seleccionadores fiquem oito meses sem os respectivos salários, como aconteceu com o Romeu Filemon, situação aliás que esteve na origem de toda crise que acabou pode forçar a sua saída do comando dos Palancas Negras. E tudo o desastre de resultados que se seguiu.
Todas as lições são importantes. A maior parte dos país que contratam treinadores renomados fazem isso. Têm contrato com empresas que pagam directamente os salários dos treinadores. Nós acreditamos que existem muitos bons treinadores, aos quais não é necessário pagar muito dinheiro. Há uma boa praça de treinadores que não deve ser descurada: a Europa do Leste. Ou mesmo Brasil e ainda o mercado nacional. Há treinadores que precisam apenas de condições de trabalho para mostrarem o que valem. É no entanto a hora da FAF começar a mexer nesse problema do nome do futuro seleccionador. O tempo corre aceleradamente.

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