Jornal dos Desportos

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Opinio

O inqurito do Minjud

01 de Outubro, 2018
Passados dezasseis dias, desde os incidentes do jogo da primeira “mão” dos quartos de final da Liga dos Campeões Africanos, que opôs, no Estádio 11 de Novembro, o 1º de Agosto ao TP Mazembe, ainda não se vislumbram quaisquer sinais, em relação ao inquérito criado, para se apurarem as verdadeiras causas da morte de cinco adeptos e ferimentos a outros sete. Reina, por ora, um silêncio total à volta do assunto.
Numa altura em que o mundo do futebol acaba, também, por ser abalado por outro incidente que provocou a morte, por espancamento, de um adepto no campeonto da Indonésia, por cá o Ministério da Juventude e Desportos ainda não fez qualquer pronunciamento sobre o desfecho do inquérito, que prometera num espaço de 15 dias.
No incidente da Liga 1, designação por que é conhecida a principal prova de futebol indonésio, um grupo de adeptos da equipa do Persib, foi acusado supostamente de espancar, até à morte, um cidadão identificado pelo nome Haringga Sirila, apoiante da formação do Jakarta Persija. Pela ocorrência de 23 de Setembro último, a federação de futebol desse país, situado entre a Ásia e a Oceania, decidiu suspender o campeonato.
O silêncio, até agora, por parte do Minjud não deixa de ser preocupante, já que as famílias, que perderam os seus ente-queridos, esperam ver feita a justiça. Convenhamos admitir, nesse caso, que as coisas devem ser chamadas pelos verdadeiros nomes e se houve eventuais negligências no caso das mortes, que ocorrerem a 15 de Setembro no recinto adjacente ao Estádio 11 de Novembro, os culpados devem ser responsabilizados.
Aliás, um dos oficiais da Confederação Africana de Futebol (CAF) assegurou, peremptoriamente ao nosso jornal, que “tudo que ocorre dentro do estádio é da responsabilidade de quem joga em casa”. Sendo assim, neste jogo que colocou o D\'Agosto frente-a-frente ao Tout-Puissant Mazembe do Congo-Democrática, em Luanda, o emblema central das Forças Armadas deve ser responsabilizado.
Além do 1º de Agosto ficar sob a alçada disciplinar do órgão reitor do futebol no continente, este também tem habitualmente criado uma sala com nome de Comando Center (Comando Central na língua de Camaões), com vários ecrans, para acompanhar detalhadamente o que se passa nos estádios, para depois agir.
Contudo, na semana finda, a ministra Ana Paula do Sacramento Neto avaliou as infra-estruturas desportivas do Cuando Cubango.
Na visita de quatro dias a região, a titular da pasta do Minjud, além de vistoriar o centro comunitário da juventude, pavilhão gimnodespotivo e outras estruturas, avaliou ainda as obras do futuro estádio provincial, mas, ao que parece, este assunto candente está ser relegado para segundo plano.
Ainda assim, fica o recado para a goverante: para quando o pronunciamento oficial sobre o inquérito levado a cabo pelo Minjud, que tinha, para o efeito, estabelecido um prazo de 15 dias? Os amantes e fazedores do desporto clamam por isso, senhora Ministra.

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