Jornal dos Desportos

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Opinio

O jogo de Viena

30 de Maio, 2014
Hoje quando forem 14h00 a tribo do futebol vai voltar as atenções para a distante Áustria, onde a Selecção Nacional defronta o Irão em mais um jogo de carácter amigável, inserido no quadro da sua preparação para as qualificativas do CAN'2015, em Marrocos.

Embora não sendo um jogo com cunho qualificativo ou classificativo, estando por via disto longe de alterar em nós o estado anímico, tem interesse especial. A Selecção Nacional tem uma equipa reestruturada e há da parte dos adeptos interesse em acompanhar a sua evolução e as mudanças que vai registando em termos de melhoria e entrosamento. Desde já, é um dado adquirido que a equipa deixou boa impressão no amistoso do Algarve.

Ficaram indicações de que com mais trabalho e mais dedicação o grupo pode crescer e resultar naquilo que todos nós pretendemos: uma equipa coesa e capaz de prestigiar o nome de Angola nas competições internacionais.Na leitura feita à prestação do jogo com Marrocos, podemos concluir que há no grupo ousadia que permite acreditar que estão as condições criadas para a formação de uma nova Selecção Nacional. E como uma única observação pode ser ilusória, reside aí a importância de voltar a ver os Palancas Negras em acção.

Estamos certos que com Romeu Filemon se abre um novo ciclo, que se espera mais produtivo e mais promissor. Todos esperam um grupo de trabalho que consiga honrar os angolanos nos estádios e em todos os jogos em que participa. Que jogue futebol alegre e vistoso, ainda que não ganhe sempre. Aliás, há no futebol equipas que perdem, mas que pelo futebol exibido recebem aplausos no lugar de apupos.

O que empresta mais interesse ao jogo com o Irão é a ânsia de ver o novo fio de jogo da equipa com o novas unidades e com novo seleccionador, por sinal um técnico com uma rica folha de serviços, com passagem pela Selecção Sub-20 e em algumas equipas de topo, como o 1º de Agosto. Pensamos que com o espírito ganhador que o caracteriza, Filemon vai procurar deixar já nestes dois primeiros jogos as suas impressões digitais.

O sinal daquilo que pode ser a filosofia de jogo da equipa no seu consulado. Sabe-se que o Irão não é nenhuma pêra doce, é uma selecção que tem conhecido nos últimos tempos um crescimento exponencial. Daí que o jogo seja difícil. Mas, em todo caso, deve ficar claro que para nós, embora ganhar tenha um outro gozo, nestes encontros contam pouco os resultados.

O que mais interessa é o entrosamento da equipa. O que se quer, e se exige, é que a Selecção Nacional consiga ganhar um nível competitivo compatível com as obrigações competitivas que tem pela frente. A qualificação é o primeiro objectivo. O resto vai ser trabalhar para fazer uma boa figura na fase final, em que o nosso país não tem sido bem sucedido nas últimas edições, sendo que as únicas duas vezes que atingiu os quartos de final, em sete participações, foi no Gana'2008 e Angola'2010.

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