Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O momento do Kabuscorp

14 de Junho, 2018

Não se sabe ao certo como poderá terminar o Campeonato nacional de futebol para a formação do Kabuscorp do Palanca. A equipa conjuga esforços para a conquista de pontos e estabilizar a sua classificação, mas os perde em função de castigos aplicados pela Fifa, em função de alguns incumprimentos da direcção com os seus contratados.
Até ao arranque da segunda volta, que entra este fim-de-semana na segunda jornada, a equipa viu cair em saco roto seis pontos, sendo três em função do diferendo havido com o brasileiro Rivaldo e outros três com o congolês democrático Tresór Mputo. Ainda assim, o clube precisa sanar outros casos, sob risco de continuar a sentir o peso da penalização.
Trata-se, na verdade de um quadro pouco abonatório para o clube do Palanca, que conseguiu ao longo dos últimos anos construir gradualmente a sua reputação, conquistando nome não só na praça futebolística nacional como também na arena internacional, sobretudo em África, onde já participou em competições de clubes.
O Kabuscorp do Palanca, foi a par do Recreativo do Libolo, das equipas que lograram salvar a honra e o prestígio do Girabola, numa altura em que os tradicionais papões, Petro de Luanda e 1º de Agosto andavam à mingua. Foi nessa fase que estas duas equipas deram cartas na prova, quase revezando-se na conquista de títulos.
É certo que em tudo existem ciclos, sendo uns bons e outros maus. O clube de Bento Kangamba poderá tão só estar a viver a sua principal fase, mas que, talvez, possa ser ultrapassada com maior ou menor dificuldade. Só não se compreende por que razão a direcção permitiu-se a acumulação de elevadas dívidas, quando até pelo que é sabido não entra nas estatísticas de clubes carentes.
Será consequência dos novos tempos? Pois, hoje fala-se de crise financeira por tudo e por nada, e dá para acreditar que a famigerada crise - passe o pleonasmo - não está escolher as vítimas. Mesmo aqueles que até ontem nadavam em rios de dinheiro também estão a ver os seus castelos a ruir. Espera-se que não seja o caso do emblema do Palanca.
A ser assim, será o princípio do fim de um império que muito boa gente quer ver a reinar, em função do valor que acrescenta no nosso campeonato. Refira-se à forma diferente e festiva como organiza os seus jogos, como movimenta a sua claque, o que tem tornado o futebol numa verdadeira festa, só vista nos jogos em que é interveniente.
Vamos esperar que Bento Kangamba, com sapiência que se lhe reconhece, consiga dar a volta por cima e estabilize o clube. Estando já o título fora de questão, o que se espera é que o Kabuscorp consiga se manter na primeira divisão, porque queiramos ou não sem ele, o campeonato sai sempre a perder.



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