Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O ms da corrida

01 de Dezembro, 2017
No seu percurso voraz, sem que se dê por ele, o tempo traz-nos a partir de hoje a um dos meses mais aguardados do ano em quase todo o mundo. Os motivos são os mais variados. É o último mês do ano, é o mês da quadra festiva, é o mês do Dia da Família, para os cristãos, enfim, poder-se-á dizer que Dezembro é o mês dos meses.
O realce para abordagem particular sobre o mês que hoje começa a fazer a contagem regressiva para o término do ano 2017, deve-se ao facto de desportivamente falando termos chegado ao mês da tradicional corrida de fim-de- ano São Silvestre. Com a entrada em Dezembro, começa a contagem para a disputa da mais tradicional prova de atletismo, que reúne no último dia de cada ano a nata do atletismo nacional e internacional, em solo angolano.
Com uma nova direcção à cabeça da Federação Angolana de Atletismo, desde o ano passado, depois da eleição de Bernardo João, que destronou na corrida à presidência do órgão, Carlos Rosa, espera-se que a São Silvestre de 2017 seja muito melhor do que foi a edição do ano passado, que contou apenas com a participação da prata da casa e com prémios muito aquém dos anos anteriores.
Na sua 62ª edição, é necessário que os gestores do atletismo nacional salvaguardem todo o trabalho feito até aos dias de hoje e que ajudou a dar notoriedade à prova, com a vinda ao país de grandes “feras” da modalidade em África e não só, que sempre se bateram com entusiasmo para inscrever os seus nomes na galeria dos vencedores.
Com o tempo sempre no seu percurso imparável e veloz, os organizadores dispõem a partir de hoje de 30 dias cronometrados para colocarem tudo sobre carris de modo a que a 31 de Dezembro o tiro de largada seja dado na hora certa, sem necessidade de se recorrer a expedientes extraordinários de última hora.
É por demais sabido que o país atravessa, há coisa de dois anos, um momento particularmente difícil, do ponto vista económico e financeiro, como consequência da queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional, o que tem exigido dos gestores uma autêntica “ginástica” financeira para lograrem atingir os seus intentos.
Até os patrocinadores foram atingidos por esta crise, pelo que o apoio que estes normalmente dão para eventos do género, no âmbito da sua acção social, também viu-se afectado com a diminuição dos recursos para patrocínios.
Portanto, a federação vai contar sobretudo com o dinheiro proveniente do Minjud mas deve fazer o esforço de juntar outras parcerias para garantir que a corrida seja disputada com a competitividade que lhe é caracterizada, em virtude dos prémios que oferece.
No ano passado, as coisas não correram muito bem, em razão das mesmas dificuldades financeiras, obrigando que a corrida saísse à rua apenas com corredores nacionais que se bateram por prémios muito pouco atractivos.
A novidade para a São Silvestre é o regresso de corredores internacionais e o aumento dos prémios, o que por si só já demonstra algum trabalho de casa desenvolvido pelos dirigentes federativos, que terão colocado mãos à obra tão logo terminou a prova do ano passado.
Com a garantia do regresso dos estrangeiros e com os prémios melhorados, é hora de velar pelas questões de cariz administrativo e técnico que concorrem para que no dia 31 de Dezembro tudo saia à contento.

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