Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O ms do sprint

01 de Dezembro, 2016
Chegamos a um dos meses mais esperados do ano, em quase todo o mundo. Os motivos são os mais variados. É o último mês do ano, é o mês da quadra festiva, é o mês do Dia da Família para os cristãos, enfim, podia mesmo dizer-se que é o mês dos meses. Aqui, a alusão a este, deve-se ao facto de desportivamente falando termos chegado ao mês da tradicional corrida de fim de ano, a São Silvestre. Com a entrada em Dezembro, começa por assim dizer a contagem regressiva para a prova que reúne a nata do atletismo nacional e internacional em solo angolano, no último dia do ano, ou seja, no dia 31.

Com uma nova direcção à cabeça da Federação Angolana de Atletismo, depois do pleito eleitoral para a renovação dos órgão sociais, a questão e preocupação que se coloca no seio dos agentes da modalidade, tem a ver com a equipa que vai organizar o evento. Serão os membros do elenco anterior, presidido por Carlos Rosa, ou Bernardo João, que apesar de eleito ainda não tomou posse?

Há quem defenda uma equipa conjunta, de modo a que não prejudique o êxito da prova que este ano assinala a 61ª edição. Por um lado, é necessário salvaguardar todo o trabalho realizado pelo elenco cessante até antes das eleições, e por outro, é pertinente que a nova equipa acompanhe a par e passo todo o trabalho que vai ser realizado, para não correr o risco de serem assacadas eventuais responsabilidades de actos eivados de vícios, que possam ser praticados.

Com o tempo no seu percurso imparável e veloz, os organizadores dispõem de quatro apertadas semanas para colocarem tudo sobre os carris, de modo a que a 31 de Dezembro seja dado o tiro de largada na hora certa, sem necessidade de recorrer a expedientes extraordinários de última hora.
É por demais sabido, que o país atravessa há dois anos, um momento particularmente difícil do ponto vista económico - financeiro, resultante da queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional. Como consequência, as receitas provenientes da exportação petrolífera baixaram drasticamente, e isso, tem impacto considerável nas despesas.

O orçamento em curso teve de ser revisto, e quase todas as instituições que dependem das verbas do Orçamento Geral do Estado, viram os seus recursos afectados. Daí, compreende-se que este ano, os organizadores possam ter algumas dificuldades em manter a prova com os mesmos índices de organização e competição.

Ainda não se sabe, se os prémios vão situar-se com os mesmos valores e se os atletas internacionais que costumam vir competir nos últimos anos, marcam presença nesta edição. A cerimónia de entrega de prémios é quase uma condição \"sine qua non\", afinal, os atletas profissionais correm por dinheiro e não por simpatias. Enquanto não chega o grande momento, o momento é de trabalho, porque começou a contagem decrescente para o grande sprint.

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