Jornal dos Desportos

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Opinio

O nosso campeonato

10 de Fevereiro, 2015
Há uma grande expectativa, legítima aliás, diga-se em abono da verdade, em relação ao mais importante campeonato do país, o Girabola.Terminadas as emoções do CAN, que a Guine Equatorial albergou e que consagrou a Costa do Marfim como novo campeão africano, que também nos deu imagens de cenas tristes, desde as más arbitragens ao mau comportamento dos adeptos. Não queremos, seguramente, que sejam transportados para os nossos recintos de jogos.

A competição doméstica está na ordem do dia, com o arranque antecipado para amanhã, a primeira jornada em que um dos candidatos ao título, Kabuscorp do Palanca, começa a mostrar o poderio diante de um conjunto que fez uma preparação discreta, longe dos holofotes da imprensa e que por isso mesmo, deve ter algo para surpreender o Recreativo da Caála.

Temos um começo de época algo atípico, dado que as épocas futebolísticas são abertas oficialmente com jogos da Supertaça a envolver o campeão do Girabola e o vencedor da Taça de Angola da época transacta.Este ano não vai ser assim. A primeira jornada do Girabola é disputada sem a abertura formal da época, porque o jogo da Super Taça sofreu uma alteração, inicialmente previsto por acordo dos dois intervenientes devido aos engajamentos nas competições africanas.

O Girabola começa com adiamentos, o que é mau prenúncio para a regularidade que se pretende para a prova e em que os clubes, depois não tenham de queixar-se de excessos de jogos em curtos espaços de tempo, principalmente as formações que jogam este ano as competições da Confederação Africana de Futebol, concretamente Recreativo do Libolo, Kabuscorp do Palanca para a Taça dos Campeões e Benfica e Petro de Luanda para a Taça da Confederação.

Na quarta-feira vamos ter as primeiras emoções do Girabola, em que dois potenciais candidatos, 1º de Agosto e Recreativo do Libolo vão estar em confronto, mas à porta fechada, uma punição aplicada ao clube 1º de Agosto e aos seus adeptos por mau comportamento de alguns destes, na época passada.É pena que tenha de ser assim, porque um espectáculo que se antevê grande, devia de facto ter público a presenciá-lo e os artistas da bola mereciam aplausos, antes, durante e depois do jogo, porque só assim se justifica o futebol enquanto arte e espectáculo.

De resto, muita coisa pode rolar, desde a situação indefinida do Sporting de Cabinda à questão dos árbitros do Girabola que chumbaram nos testes efectuados, o que deixou o órgão da FAF ligado à arbitragem de mãos atadas, no que concerne ao número de homens do apito necessários para ajuizar ao longo da época. Há que desfazer este imbróglio.

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