Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O novo ciclo olmpico

11 de Janeiro, 2020
Face à realização de 24 de Julho a 9 de Agosto do corrente ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, a Direcção Nacional dos Desportos (DND) estipulou um calendário para realização de eleições de renovação de mandatos, que deve ser seguido pelos clubes, Associações Provinciais e Federações. A medida visa, sobretudo, a realização dos pleitos dentro dos prazos legais e, como óbvio, antes das Olimpíadas.
Para o efeito, o organismo admite abrir excepções para que as Federações, cujas modalidades vão disputar os Jogos Olímpicos deste ano, realizem eleições numa data mais conveniente e não para as demais que não farão parte da festa de Tóquio.
Nesse sentido, a Federação Angolana de Futebol (FAF) é uma das que não beneficiará da tolerância a ser dada, já que a Selecção Nacional de Sub-23 não logrou o apuramento para o maior evento desportivo do Planeta. Uma posição que acaba por ser justa.
Nicolau Daniel, homem que dirige a Direcção Nacional dos Desportos, esclareceu, nesse sentido, que as eleições têm de ser primeiro em todos clubes, seguindo-se depois nas Associações Provinciais, que antecedem aos pleitos nas respectivas Federações.
Na sugestão apresentada pelo organismo, estabelece-se os períodos de Janeiro a Março para as eleições a nível de todos clubes nacionais, de Abril e Maio para as Associações Provinciais, e só posteriormente nas Federações, mas dentro dos prazos que antecedem as Olimpíadas. Porém, as datas parecem causar algum mal-estar no seio destas.
E, replicando este aspecto, o director nacional dos Desportos enfatiza que apesar de a lei não estabelecer um calendário para realização das eleições, ainda assim a preocupação do organismo é que quem vai votar tem de estar organizado para o efeito. E é legítimo que assim seja.
É neste sentido, que Nicolau Daniel revela que o futebol, por se tratar de modalidade-rainha, deve servir de exemplo para as demais. É por essa via que a FAF é chamada para tomar a dianteira desse processo de renovação de mandados.
Vale lembrar, nesse particular, que a lei 6/14, de 23 de Maio, das Associações Desportivas, estabelece no ponto 1 do seu artigo 11, que o mandato dos integrantes dos órgãos sociais das associações desportivas tem duração de quatro anos. Esclarece ainda, neste contexto, que os quatro anos aqui referenciados são renováveis e coincidem com o Ciclo Olímpico. Por esse motivo, a circula nº 35/DND/2019, de 19 de Novembro de 2019, dá conta que todas Federações são chamadas para o desenrolar deste processo.
As Federações nacionais receberam todas a referida notificação, mas ainda assim e como refere Nicolau Daniel, o tratamento especial deverá ser dado apenas em algumas destas, que nesta altura as respectivas modalidades estão concentradas com a participação nos Jogos Olímpicos. A grande excepção deve ser dada a estas e a Direcção Nacional dos Desportos está disponível para lhes dar ouvidos. Por ora, resta-nos aguardar pela renovação de mandados nos respectivos órgãos sociais destas…

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