Jornal dos Desportos

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Opinio

O novo seleccionador

17 de Dezembro, 2013
Consta que tiveram início as sondagens para a indicação de um novo seleccionador nacional de futebol. A FAF está a auscultar algumas vozes de pessoas entendidas para a consumação deste processo. Sabe-se também que as preferências recaem, à partida, num técnico nacional, ou na pior das hipóteses num expatriado com alguma vivência no futebol angolano, o mesmo é dizer que já ande por cá.É um exercício difícil, já que boa parte dos treinadores com experiência reconhecida estão comprometidos com os clubes, mas no quadro da sua vasta experiência a federação vai saber como arrumar a casa. Desde já é de aplaudir a decisão por um técnico que esteja por dentro da realidade futebolística angolana e que conheça o mercado de atletas.

Não é que um estrangeiro não sirva. Não é por aí. Estamos a ver o tempo de adaptação deste e do contacto com os jogadores angolanos, o que não é benéfico ante a proximidade das eliminatórias de apuramento para o Campeonato Africano das Nações de 2015 em Marrocos. O tempo pode não ajudar. Aqui um nacional facilita a missão pois escusa de fazer recursos a terceiros para saber quem é este ou aqueloutro atleta.Fazemos votos de que Pedro Neto e seus pares sejam bem sucedidos nesta missão e consigam encontrar o homem certo para o lugar certo, para bem de todos nós que nos revimos nos Palancas Negras. Para tanto, os colaboradores têm de ser justos e honestos, pois existem sugestões que induzem em erro. As preferências por conveniência não devem ter lugar. As escolhas devem ser influenciadas apenas pela folha de serviço do sugerido.

De resto, é preciso ganhar tempo. Afinal à indicação do técnico segue-se um trabalho de sondagem e pesquisa daqueles que venham a dar corpo à selecção, o que também não se faz de forma precipitada, apesar de o próximo campeonato começar mais cedo, em Fevereiro, o que em parte pode facilitar as escolhas do seleccionador nacional.

Depois de os Palancas Negras terem falhado quase todos os compromissos em que estavam engajados este ano, é desejo de todos os angolanos que 2014 venha a ser competitivamente positivo. Com uma presença regular nos campeonatos africanos desde 2006, Angola não pode nem deve falhar a qualificação para o CAN 2015.Para tanto, é preciso que as coisas sejam bem conduzidas, que se comece a trabalhar agora, com pensamento voltado apenas para a qualificação, e desde pensar em conjunto e definir a estratégia de actuação. O país inteiro está na expectativa de saber quem é o novo homem forte dos Palancas Negras. O anúncio, ao que tudo indica, não tarda.

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