Jornal dos Desportos

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Opinio

O peso das Afrotaas

16 de Fevereiro, 2016
O resultado do Sagrada Esperança, na primeira "mão" da eliminatória da Taça da Confederação Africana de Futebol, suscita muitas preocupaçoes, pois tal como o Libolo está "obrigado" a contribuir para o resgate dos quatro lugares a que Angola já teve acesso.Por essa razão, a Federação Angolana de Futebol(FAF) podia ter escolhido uma equipa com mais possibilidades de chegar à fase de grupos dessa competição.

Embora o Sagrada Esperança fosse finalista vencido da Taça de Angola, os regulamentos não lhe conferem à partida qualquer direito de particpar na prova em caso de desistência do vencedor. Reconhece-se que a decisão da Federação Angolana de Futebo foi a mais sensata, porém, coloca-se a questão de saber se os diamantíferos poderão fazer jus a esta oportunidde que a FAF lhes ofereceu.

Como se sabe, Angola deixou de ter quatro equipas nas Afrotaças, e para voltar a estar no leque desses países terá de pontuar nos próximos quatro anos. A presença de uma equipa no final da Taça da Confederação ou da Liga dos Clubes Campeões pressupõe um ponto. A ida para os quartos ou meias-finais dois pontos.

Essa é a responsabilidade que pesa sobre o Sagrada Esperança e o Libolo, assim como os futuros representantes de Angola nas Afrotaças. Não se trata de exclusão nem discriminação. Apenas uma opção estratégica. O país precisa de regressar ao grupo que podem inscrever nas Afrotaças quatro equipas anualmente. É disso que se trata e nada mais. Somos chamados a cruzar os dedos para que o Libolo e o Sagrada Esperança cheguem à fase da Liga dos Campões e da Taça da Confederação Africana, embora seja uma tarefa complicada para as duas. A primeira enfrenta na próxima eliminatória, caso passe, o Al Ahly do Egipto.

E o Sagrada Esperança tem a vida mais complicada, pois que tem de inverter o resultado consentido na primeira mão, em casa. Os lundas precisam de um milagre na África do Sul. De outro modo poderão cair na primeira esquina, que não seria surpresa. Alías, os lundas não têm um registo sequer de terem chegado à fase de grupos desde que a competição (Taça CAF) mudou para o actual figurino. Primeiro, porque a via para disputar as Afrotaças é sendo campeão, vencedor da Taça de Angola. Nos tempos da outra senhora, o segundo e o terceiros lugares davam acesso também às Afrotaças. Hoje, apenas os vencedores. Para lá voltar, é necessário disputar as fases finais. Este é o peso de jogar agora Afrotaças.

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