Jornal dos Desportos

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Opinio

O Petro e o Girabola

08 de Agosto, 2017
A fantástica recuperação da equipa do Petro de Luanda, na sequência de jogos que tinha em atraso, dá outro fôlego ao campeonato, sobretudo, na luta pelo primeiro lugar. Com a vitória no domingo sobre o Recreativo do Libolo, os homens do “Eixo -viário” passaram a constituir forte ameaça ao 1º de Agosto.

A diferença pontual que às tantas já causava alguma inquietação, apesar de que um realizava os seus jogos e outro não, ficou agora reduzida a três, e têm os petrolíferos mais três jogos por realizar, paira o receio de superar o seu “rival” , caso tenha um aproveitamento total, com a realização desses jogos.

E, por falar em disputa, longe daquilo que se previa à partida, fica claro que a refrega pelo título possa resumir-se a duas equipas. Pois, se olharmos para a posição classificativa das outras, rotuladas de candidatas, percebe-se que as probabilidades são cada vez escassas, ainda que no futebol tudo seja susceptível de acontecer, como costuma dizer-se.

Neste momento, quer Kabuscorp do Palanca, quer Recreativo do Libolo estão pontualmente muito aquém do líder, 1º de Agosto. O primeiro, está a nove pontos e o segundo a 13 pontos. Logo, isto pode ser suficiente para fazer-se um juízo de valor, sobre a forma como as coisas podem arrumar-se mais lá para a frente.

De resto, o 1º de Agosto, cujo objectivo primordial consiste na revalidação do ceptro, e o Petro de Luanda, que na edição passada acreditou até à derradeira jornada, dificilmente vão facilitar. Está anunciado que a luta há-de ser a dois.

Pelo número de equipas que se assumiram candidatas, no princípio da prova, esperava-se que a concorrência fosse mais participativa. As constantes paragens do torneio também não estão a ser benéficas para algumas equipas. Pois, muitas vezes, estas acabam por quebrar o ritmo competitivo, face às sistemáticas interrupções. É certo, que ainda nenhuma equipa veio a público justificar os seus revezes, com este factor. Mas é consabido que este quadro, traz apenas prejuízos, em lugar de benefícios.

Por aí, talvez tenha razão a direcção do 1º de Agosto, em orientar a equipa a jogar, independentemente das unidades que tenha na Selecção Nacional. É uma forma de evitar que a equipa quebre o ritmo, apesar de ter também o lado negativo, como é por exemplo, o facto dos concorrentes, que optaram pela paragem, terem de realizar os jogos com cálculos já feitos.

Em função disto, esperamos que o Petro seja bem sucedido nos jogos em falta, embora não agrade ao 1º de Agosto. Pois, só a reacção positiva dos tricolores, salva a graça do campeonato. Caso contrário, fica a formação militar com a estrada toda, o que resulta numa prova pouco atractiva. A competitividade é muito importante.

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