Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O sabor da Dipanda

11 de Novembro, 2019
O 11 de Novembro é uma data que representa um verdadeiro símbolo da identidade dos angolanos e do país, em si, desde que se libertou das amarras do regime colonial. Portanto, há 44 anos, num dia como hoje, o saudoso Presidente Doutor António Agostinho Neto proclamou perante a África e ao Mundo a Independência Nacional.
E é, sublime também referenciar aqui, que foi no calor da conquista da nossa “Dipanda”, expressão da língua nacional kimbundo, que em português significa “Liberdade”, que se começou também a dar os primeiros passos a nível do desporto e do futebol, particularmente, em que Angola defrontou Cuba no seu primeiro jogo oficial. Começava, assim, um percurso de glórias que não se resumiriam tão somente ao rei-futebol, pois volvidos alguns anos o país foi se afirmando noutras modalidades.
O jogo entre Angola e Cuba, realizado no Estádio Nacional da Cidadela, a 1 de Junho de 1997, portanto há 42 anos, e numa altura em que ainda não existia a Federação Angolana de Futebol (FAF), que só viria ser criada dois anos mais tarde, em 1979. E nesse caso, é relevante realçar que só em 1980 o organismo passou a fazer parte da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), tornando oficiais os jogos dos Palancas Negras. Ao longo destes 44 anos de Independência, que se assinalam hoje, Angola obteve inúmeras conquistas no campo desportivo e viu “parir” grandes nomes em modalidades como o futebol e outras.
Joaquim Dinis “Brinca n\'Areia”, Domingos Inguila, Jesus, Ndungidi Daniel, Akwá ( a nível do futebol); Jean Jacques, Gustavo da Conceição, Miguel Lutonda, Carlos Morais (basquetebol); Paulo Bunze, Pedro Godinho, Palmira Barbosa, Moreno (andebol); Kaissara, Pedro Azevedo, Fragata, Kirro (hóquei em patins), Joaquim Morais, João Ntyamba, Aurélio Mitty, António Andrade, Ana Isabel (atletismo); José Sayovo e Regina Dumbo (desporto paralímpico), entre tantos outros de diferentes modalidades, constituem uma infinidade de atletas, que se tornaram verdadeiras figuras emblemáticas do nosso desporto. Muito mais nomes que não foram aqui referenciados também fazem parte desta constelação de atletas que ajudaram a colocar o nome de Angola nos anais do desporto a nível de várias latitudes.
É verdade que por altura da celebração da Independência, o desporto no país era reflexo da situação vivida enquanto colónia portuguesa. Chegados a este período, começava a desenhar-se uma nova página no nosso mosaico desportivo. Foi por essa andar da carruagem que se desencadeou também a massificação desportiva no país e a participação dos agentes ligados a este grande movimento na conceptualização e organização do sistema desportivo dentro das nossas fronteiras.
No meio deste contexto surgiu o Comité Olímpico Angolano (COA), as Federações Desportivas, assim como novos clubes, particularmente ligados ao futebol, entre outras modalidades, cujo movimento ganhava espaço. O país comemora, assim, 44 anos de conquistas, depois de forjar vários campeões e embaixadores neste edifício que se começou a construir desde o alcance da nossa Dipanda. Viva o desporto angolano.

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