Jornal dos Desportos

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Opinio

O sonho da China

20 de Setembro, 2018
Apesar de falhar o acesso ao Campeonato do Mundo de Basqutebol da China, do próximo ano, a partir da quarta janela de qualificação da zona africana, realizada na Tunísia, Angola mantém ainda acesas as esperanças.
A Selecção Nacional, às ordens do norte-americano Will Voigt, perdeu domingo frente a similar tunisina por 84-64, portanto uma margem de 20 pontos, e desperdiçou assim a oportunida de lograr, antecipadamente, a sua qualificação ao Mundial da China a partir desta quarta janela.
Apesar disso, Angola, que nos outros dois jogos disputados em Radés, Tunísia, venceu os Camarões por 83-76 e o Tchade por 75-33, respectivamente, tem de esperar pela próxima fase de qualificação, em que volta a cruzar com os mesmos adversários.
Durante a disputa desta quarta janela de qualificação da zona africana, na Tunísia, e em que a equipa da casa logrou o passe para a grande montra do basquetebol do próximo ano, veio mais uma vez ao de cima as fragilidades defensivas de Angola.
Se ao longo destes anos, em que a Selecção Nacional logrou, com todo mérito, a conquista de onze títulos continentais a nível dos séniores e assumindo, daí, a hegemonia em África, fruto da sua grande matriz defensiva, hoje o quadro inverteu-se.
Longe dos velhos tempos, em que a defesa assumia-se como ponto forte do combinado nacional, o que fez, inclusivamente, com que Angola chegasse a tão alto patamar em África, hoje por hoje as coisas vão de mal a pior, neste quesito.
O aspecto defensivo é, agora, o elo mais fraco do conjunto orientado actualmente por Will Voigt. A justificar isso, estão as prestações oscilantes que os hendecacampeões vão tendo nas provas africanas em que participam.
Pode-se mesmo aferir que, este período de decadência, começou precisamente a oito anos, quando Angola deixou escapar o título do “Africano” disputado em Antananarivo, Madagáscar, para esta mesma Tunísia, com quem perdeu domingo último.
Aliás, na antecâmara da disputada quarta janela de qualificação da zona africana, o sector defensivo do combinado angolano sofreu, durante o estágio pré-competitivo, nada mais nada menos do que 326 pontos em quatro partidas realizadas.
A cifra, que representou um percentual de 81.5 pontos sofridos por cada um dos jogos realizados, deixou bem claro o momento menos bom, que o conjunto revela em termos defensivos. Enfim, destapou as fragilidades que vêem sendo recorrentes neste sector.
Não obstante a isso e outros factores, com realce para o actual momento de crise financeira que o país atravessa, derivado, sobretudo, da baixa do preço do petróleo no mercado internacional, várias vozes se manifestam crentes na qualificação ao Mundial.
Uma delas é a do luso-guinense Mário Palma, por sinal o mais titulado treinador de basquetebol em África e que já orientou, com sucesso, diga-se, os destinos do “Cinco Nacional”
O ex-seleccionador nacional e actual treinador da Tunísia, mostra-se convicto de que Angola se qualifica, com a maior ou menor dificuldade, para 18ª edição da grande montra do basqutebol mundial, que a República da China vai albergar o próximo ano, pela qualidade dos atletas que tem.

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