Jornal dos Desportos

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Opinio

O trabalho comea hoje

30 de Junho, 2017
A Selecção Nacional feminina de andebol já conhece as parceiras de grupo no próximo Campeonato do Mundo que tem a Alemanha como palco, após o sorteio efectuado na passada terça-feira.A participação das senhoras angolanas na maior monta do andebol feminino do mundo não encerra qualquer novidade, porquanto o conjunto nacional está habituado a desfilar ao mais alto nível nas maiores competições do mundo.

Vários são os anos de hegemonia no continente, vários são também os títulos conquistados e o país pode orgulhar-se, sem qualquer vaidade, de ser o maior vencedor de troféus em África. No Mundial da Alemanha, Angola vai desfilar ao lado de selecções nacionais das mais cotadas no contexto andebolístico.

Jogar ao lado da França que nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro conquistou a medalha de prata, da Roménia que é a única formação totalista, da Espanha que no Rio\'2016 foi medalha de bronze, apenas para citar estas, mostra bem o grau de dificuldade que o \"sete\" angolano terá de enfrentar.

O Campeonato do Mundo disputa-se em Dezembro, mas o trabalho deve ser contínuo para que o conjunto se possa exibir ao mais alto nível, tal como é desejo dos angolanos. Recentemente, a Selecção Nacional estagiou em Portugal. Uma boa iniciativa do órgão federativo que trabalha na antecipação com vista a dar ao conjunto a rodagem competitiva que ele precisa que essa participação nos encha de orgulho.

Os jogos que as Pérolas disputaram com a Noruega, campeã do Mundo, terão, certamente \"mexido\" com as nossas atletas, dado que não é todos os dias que se tem o prazer e a oportunidade de se ter pelas frente as melhores atletas do mundo. E são esses jogos que acabam por elevar o nível das jogadoras, dado o grau de dificuldades que apresentam, mesmo sendo jogos amistosos.

O trabalho é, pois, uma das divisas que poderá levar as nossas senhoras a grandes feitos, a igual do que sucedeu nos Jogos Olímpicos, em que com humildade, mas também com determinação, Angola conseguiu uma classificação inédita. Angola tem consciência das dificuldades que irá encontrar, até porque as outras selecções já devem estar precavidas depois da excelente participação no Brasil, mas o importante é saber até onde a equipa poderá chegar.

Mesmo sem contar com algumas atletas que ajudaram muito o andebol angolano a atingir o nível actual, tais como Luísa Kiala, já retirada das quadras, bem como Natália Bernardo e Wuta Dombaxi, ainda assim o grupo que o dinamarquês Morten Soubak seleccionador nacional, tem à sua disposição inspira confiança, e o título de campeão do mundo que o treinador ostenta pode ser a lanterna para iluminar o brilho das Pérolas angolanas na prova.

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