Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O tudo ou nada

04 de Abril, 2015
Contrariamente, àquilo que foi o desempenho das equipas angolanas na primeira eliminatória das Afrotaçs, em que passaram para a fase seguinte sem dificuldades, desta vez, os resultados obtidos nos jogos da primeira-mão da segunda eliminatória não oferecem garantias quanto à continuidade nas provas, sob a égide da CAF.

A expectativa é enorme, mas a grande questão reside em saber qual dos representantes, Kabuscorp do Palanca, na Taça dos Clubes Campeões Africanos, Benfica de Luanda e Petro Atlético, na Taça da Confederação, vai ser capaz de garantir a qualificação para a fase seguinte da competição em que está envolvido.

Nenhum dos representantes venceu nos jogos da primeira-mão, que por capricho do sorteio jogaram fora de portas. O Kabuscorp do Palanca perdeu 0-2 no Sudão, frente ao Al Meirreck, o Benfica foi derrotado na Tunísia por 1-0, diante do Etoile Sahel, enquanto o Petro empatou a dois golos, com o Royal Leopards da Suazilândia.

Os resultados obtidos, de certo modo, perigam a passagem da eliminatória, porque obrigam as equipas em prova a redobrar de esforços, para contornar a desvantagem que trazem. Parece que o vice-campeão nacional tem a empreitada mais difícil, apesar de jogar em casa diante do seu público e precisar de vencer por mais de 2-0. Na pior das hipóteses, pode empatar a eliminatória e decidir a continuidade na marcação de grandes penalidades.

Na outra competição, o Benfica de Luanda que perdeu nos primeiros 90 minutos, também não vão mal na prova doméstica, precisam de apertar a fundo o acelerador para inverter o quadro. Até porque, o magro resultado de 1-0 não dá lugar à muita dor de cabeça. A equipa do Etoile Sahel não é um bicho de sete cabeças! Mas como no futebol tudo pode acontecer, damos o benefício da dúvida ao nosso representante.

Noutro jogo da Taça da Confederação, tal como foi referido mais acima, as coisas não foram diferentes para o Petro de Luanda, embora os golos marcados em casa do adversário podem vir a facilitar a empreitada. Os petrolíferos precisam de apenas gerir os 90 minutos. Até parece ser a equipa, entre as três, com maior probabilidade de dar a volta por cima à situação.

Os resultados dos 90 minutos não deixam descansadas quaisquer delas, pois precisam de vencer para seguirem em frente. Trata-se de uma missão trabalhosa para qualquer uma delas. Mas como não há dois jogos iguais, vamos esperar que tenham motivação e força competitiva para dar a volta aos resultados desfavoráveis e manterem-se em prova nas duas prestigiadas competições africanas

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